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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Biodiversidade marinha é fonte de pesquisas para remédios até contra câncer


Uma imensidão azul praticamente inexplorada, habitada por seres que aprenderam a se defender das mais adversas situações. O mar ainda guarda muitos mistérios, mas espécies ricas em compostos químicos com potencial extraordinário para fabricação de fármacos de ação antitumoral, anti-inflamatória, antifúngica, antioxidante e até antiviral estão na mira da ciência. Nas duas últimas décadas, cientistas de várias partes do mundo se empenham em desvendar o segredo de plantas e pequenos animais marinhos que sobrevivem há milhões de anos em um ambiente de extrema competição. Alguns compostos já são usados como matéria prima em drogas de combate ao câncer.

Parte das pesquisas realizadas no Brasil dá noção do que está para ser descoberto e desenvolvido em um futuro próximo. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), estudos com a alga marinha Sargassum vulgare sinalizam que uma substância presente nessa espécie reduz os efeitos negativos da quimioterapia sobre o corpo humano. O grupo da UFC também isolou moléculas de um tipo de ascídia endêmica do litoral nordestino que apresentam ação anticâncer. Na Universidade de São Paulo (USP), o foco se volta para as macroalgas com alta capacidade de absorver radiação ultravioleta (UV).

A pesquisadora da Universidade Federal do Ceará Letícia Veras fala sobre o potencial anticâncer de algas e animais marinhos do Nordeste

As atividades anti-inflamatórias da Sargassum vulgare — importante componente da flora marinha dos trópicos e subtrópicos dos dois hemisférios — estimularam o estudo dessa espécie de alga parda na UFC. “Nas pesquisas, verificamos que, além da propriedade anti-inflamatória, o alginato — polissacarídeo presente na S. vulgare isolado na pesquisa — apresentava ótima capacidade antitumoral e era também imunoestimulante. A partir daí, redirecionamos o trabalho. O foco passou a ser uma possível terapia para o câncer”, conta Letícia Veras Costa-Lotufo, professora do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFC.

Em camundongos, os testes surpreenderam. Nesses animais, houve redução dos tumores tratados por via oral em 80%. O mais impressionante é que os efeitos colaterais da leucopenia — depressão das defesas do organismo — foram minimizados durante a terapia. “Agora, estudamos o mecanismo de ação do alginato sobre o sistema imunológico. Temos um longo caminho pela frente, mas já vamos partir para análises de toxidade, um passo essencial para o desenvolvimento de qualquer medicamento”, completa.

Na UFC, também está em curso um estudo com o Eodistoma vannamei, uma ascídia endêmica do litoral nordestino. Trata-se de um animal marinho de aparência esponjosa, mas de complexidade muito maior que as esponjas oceânicas. As atividades anticâncer das ascídias são conhecidas no mundo científico, fato que despertou o interesse do grupo cearense para a avaliação dos tipos comuns no litoral do estado. Depois de um levantamento das espécies, foram escolhidas as mais abundantes para não impactar o bioma. A E. vannamei chamou atenção por apresentar compostos químicos ativos e muito potentes do grupo das estaurosporinas. Tais substâncias, mesmo em baixas concentrações, são capazes de exterminar as células tumorais.

“Testamos as estaurosporinas tanto em células cultivadas em laboratório quanto em camundongos. Os resultados também foram estimulantes”, adianta Letícia. O importante, ainda segundo a professora, é que essas estaurosporinas são produzidas por micro-organismos (bactérias) presentes na E. vannamei. “Então, para viabilizar o estudo, isolamos e estamos fazendo o cultivo desses pequenos seres para continuar a pesquisa sem comprometer o meio marinho com uma exploração inadequada. Estamos ávidos para contribuir com novas terapias contra o câncer. Mas não chegaremos a lugar algum sem sustentabilidade”, alerta.

Cuidados necessários
Biólogos, químicos e farmacêticos não escondem o entusiasmo, mas são unânimes em reconhecer o enorme desafio de aproveitar os recursos sem que a biodiversidade se afogue na exploração descuidada. Embora seja evidente a vastidão e a riqueza do litoral brasileiro, o estudo do bioma está atrasado em relação a pesquisas desenvolvidas em nações da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte. “Por outro lado, ganhamos tempo para entender que é fundamental selecionar o que será pesquisado. De nada adianta nos debruçarmos em espécies que nem sequer existem em quantidade suficiente para as próprias pesquisas, quem dirá para suprir a demanda farmacêutica”, pondera o professor do Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal Fluminense Renato Crespo Pereira.

Na USP, a ideia do trabalho é buscar substâncias inéditas com atividade biológica favorável aos mais diversos campos. As algas podem ser usadas para usos medicinal, alimentício, biotecnológico, cosmético e bioenergético. “Pesquisamos espécies encontradas ao longo de toda a costa brasileira. A partir de amostragens, fazemos uma varredura para identificar o potencial biológico, trabalhamos o cultivo em massa nos laboratório e posteriormente em fazendas marinhas. Não podemos colocar em risco a biota que pode nos fornecer respostas para muitos problemas”, explica Pio Colepicolo Neto, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP.

Por essa plataforma cuidadosa de exploração, o grupo paulista, que conta com a colaboração de centros de pesquisa de Santa Catarina e do Rio Grande do Norte, isolou moléculas de micosporinas (MAA). Essa substância apresenta espectro de absorção de UV muito próximo ao protetor solar mais eficiente disponível no mercado. “Testes de toxidade já foram realizados em ensaios. Estamos diante do desafio de aumentar a produção natural de forma sustentável e sintetizar a MAA. É importante concretizar essa etapa para testar a substância clinicamente”, adianta Pio.

Márcia Neri

Fonte: Correiobraziliense.com

Livro mostra os 150 insetos mais surpreendentes


O entomologista Richard Jones reuniu no livro "Extreme Insects" 150 insetos com características especiais, entre eles o mais brilhante, o mais pontual, o mais cabeludo, o mais empanturrado e o mais afrodisíaco.

Os insetos representam três quartos de todas os animais identificados na Terra e, apesar do tamanho pequeno, tem uma enorme importância. Com exceção das calotas polares, todos os ecossistemas terrestres são colonizados por eles.

O livro publicado pela editora Harper Collins traz fotos impressionantes e informações curiosas sobre espécies como a mariposa Stauropus fagi, cuja lagarta parece uma lagosta e é considerada o inseto mais feio do mundo.

O besouro fantasma Asbolus verrucosus é descrito pelo entomologista como o objeto mais branco encontrado na natureza, muito mais branco que dentes ou leite. A cor do besouro serviria de camuflagem quando o inseto está sobre o fungo do qual se alimenta.

Outro besouro que ganhou espaço no livro foi o Lytta vesicatoria, conhecido por suas características afrodisíacas desde os tempos da Grécia e Roma antigas. Suas secreções contém a substância cataridina, que causa ereções prolongadas, mas também pode levar à morte. Uma dose fatal pode ser extraída de um único espécime.

Na publicação, o inseto classificado como o mais empanturrado do mundo é a formiga pote-de-mel. Ela acumula néctar no abdome, que incha de forma impressionante. A reserva de alimento é uma forma de lidar com as dificuldades de se viver no deserto.

O livro também dá destaque para o inseto com a mais incomum forma de expansão de território: o mosquito Aedes albopictus, que pode transmitir a dengue. Ele se espalhou do Sudeste Asiático para a América do Sul e África através do comércio de pneus usados. Os pneus acumulam água da chuva, onde os mosquitos se procriam.

O autor buscou identificar as estranhas maneiras em que a forma e a função dos insetos se adaptam para lidar com as pressões extremas da luta pela sobrevivência em um mundo perigoso e competitivo.

Veja galeria de fotos

Fonte: Folhaonline.com

terça-feira, 27 de julho de 2010

Canadá dá a gaúcho prêmio por inovação

"É errado achar que só o Brasil tem dificuldade para tornar comercial uma ideia que surge na universidade. Países como o Canadá também vivem esse drama."
Justamente por vencer a barreira que descreve, o gaúcho Leonardo Simon, da Universidade de Waterloo, apareceu na lista anual dos 40 canadenses com menos de 40 anos que fizeram algo relevante pelo país, elaborada pelo mais importante jornal de lá, o "Globe and Mail".

Exemplo da "fuga de cérebros", quando gente qualificada vai trabalhar no exterior, ele conseguiu fazer com que a Ford do Canadá usasse um plástico renovável, feito a partir de palha de trigo.

O COMEÇO
Por enquanto, o novo plástico é utilizado apenas em algumas peças do Ford Flex, um utilitário grande o suficiente para causar alguma culpa ambiental no proprietário. Simon acredita que seja só o começo. "O importante é que se tornou comercial. Continuamos trabalhando."

O "Globe and Mail" apresentou Simon com um texto empolgado, dizendo que ele está "revolucionando a composição dos plásticos". Já foram premiados o prefeito de Vancouver, vários empresários de sucesso e, nesta edição, até o diretor da Escola Nacional de Ballet do país.

Ele afirma que não está ficando rico. "Tenho salário de professor, vida confortável", diz. Aos 38 anos, não pretende voltar ao Brasil tão cedo.

Adaptou-se ao Canadá, onde vive há dez anos com a mulher, também brasileira e cientista. Há três anos tiveram um filho, que Simon leva para jogar futebol em um parquinho o qual, no inverno, é usado para patinação.

Ele não acha que o Brasil deveria lamentar sua ausência. "Agora o país tem alguém aqui para colaborar com suas universidades. Alguém que conversa em português e come churrasco, para quem a questão cultural não é uma barreira." Sem isso, o intercâmbio de projetos ficaria comprometido, diz.

RICARDO MIOTO
Folha.com.br

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A maior estrela do Universo


Uma equipe de astrônomos britânicos e alemães descobriu o que pode ser a maior estrela já vista no Universo. A enorme bola de gás flamejante flutuando em uma galáxia vizinha, a 165 mil anos-luz da Via Láctea, tem uma massa 265 vezes maior que a do Sol, com um diâmetro 30 vezes maior e luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa. “Essa pode ser a mais pesada estrela já descoberta”, afirma o astrofísico que lidera a equipe de cientistas, Paul Crowther.

Batizada de R136a1, a estrela foi encontrada quando a equipe estudava detalhadamente dois aglomerados de estrelas, o NGC3603 e o RMC136 — o agrupamento onde está a estrela colossal —, usando o Telescópio Muito Grande (VLT, sigla em inglês), localizado no Havaí, bem como dados capturados pelo telescópio espacial Hubble. O grupo NGC3603 é chamado pelos astrônomos de “fábrica cósmica”, onde as estrelas se formam a partir de nuvens extensas de gás e poeira, localizadas a 22 mil anos-luz de distância do Sol. Já o aglomerado RMC136 (normalmente chamado de R136) é outro grupo de jovens estrelas massivas e quentes, que está localizado dentro da Nebulosa da Tarântula, em uma das galáxias vizinhas, a Grande Nuvem de Magalhães.

A equipe encontrou várias estrelas com temperaturas de superfície sete vezes mais quentes (40 mil graus) que o Sol, algumas dezenas de vezes maiores e milhões de vezes mais brilhantes. A equipe de Crowther afirma, porém, que a estrela R136a1, encontrada no grupo R136, além de ser a maior, é também a mais luminosa e quente. A temperatura medida na superfície da R136a1 foi de cerca de 53 mil graus. “Para efeito de comparação, a temperatura da superfície do Sol é de 5,8 mil graus. Ou seja, a R136a1 é nove vezes mais quente que o Sol”, disse o líder do estudo.

Se a R136a1 fosse posta no sistema solar, ela ofuscaria o Sol tanto quanto ele ofusca a Lua. Além disso, sua massa elevada reduziria a duração do ano terrestre a três semanas e banharia a Terra intensamente com radiação ultravioleta, tornando a vida no planeta impossível. “Essas estrelas superpesadas são extremamente raras, formadas apenas no interior dos aglomerados mais densos”, explica Crowther.

Segundo os cientistas, é pouco provável que exista algum planeta orbitando ao redor dessas estrelas, já que elas têm uma curta vida em relação à formação dos planetas. “A razão para isso é de que os planetas levam bilhões de anos para se formar, enquanto uma única estrela vive 2,5 milhões de anos. Então, antes de qualquer planeta se formar, a estrela já terá explodido”, explicou ao Correio o membro da equipe Olivier Schnurr, do Instituto de Astrofísica de Potsdam, na Alemanha.

Ainda maior
Ao nascer, a R136a1, segundo observaram os cientistas, tinha uma massa 320 vezes maior que a do Sol, o dobro do atual limite aceito. “Acreditávamos que o limite era de 150 vezes a massa do Sol. Agora sabemos que isso é em torno de 300 vezes a massa solar”, disse Schnurr. Dentro do aglomerado R136, apenas quatro estrelas pesavam mais de 150 massas solares ao nascer.

Contudo, o fato da massa atual da R136a1 ser de 265 vezes maior que a do Sol se dá porque esse tipo de estrela nasce muito pesada e vai perdendo peso ao envelhecer. “A idade média de um estrela é de 2,5 mil anos. A R136a1 já tem 1.750 anos”, informa Schnurr. Crowther complementa dizendo que a R136a1 está na meia-idade e já sofreu um intenso processo de perda de peso, o equivalente a 50 massas solares. “Estrelas muito maciças têm a luminosidade elevada em relação à massa, e assim, produzem ventos muito poderosos, que levam embora sua massa.”

Os cientistas são reticentes em relação à possibilidade de existência de outras estrelas maiores que a descoberta. “Se elas existem, devem ser extremamente raras e levará um longo tempo para encontrá-las. No entanto, acreditamos que as estrelas não podem tornar-se maiores que a R136a1”, alega Oliver Schnurr.

Silvia Pacheco
Correibraziliense.com.br

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Anfíbio longevo fornece pistas sobre como viver mais


Um anfíbio pequeno e cego, com uma pele translúcida, está fornecendo pistas importantes na busca pelo elixir da vida.

O proteus (Proteus anguinus) vive em cavernas no sul da Europa, especialmente na Eslovênia e Croácia, pesa 20 gramas e é um dos poucos anfíbios que vive inteiramente em ambiente aquático.

Como muitos animais que vivem em cavernas, adaptou-se à pouca luminosidade, perdendo olhos e pigmentação da pele.

O proteus parece reproduzir-se ainda no estágio larval e, diferentemente de sapos e rãs, os animais adultos retêm características juvenis, como guelras.

Pensava-se que essas características do animal eram o resultado de um desenvolvimento abortado pelo difícil ambiente das cavernas. No século 17, acreditava-se que o animal era filhote de dragão.

Mas Yann Voituron,da Universidade de Lyon, na France, está interessado no proteus por outro motivo: sua grande expectativa de vida. Em zoológicos, o animal vive 70 anos. Ele acredita que esses anfíbios podem viver até 102 anos.

Voituron e sua equipe chegaram a esse número, que é três vezes maior que espécies de anfíbios de parentesco próximo, usando uma fórmula que estima a expectativa de vida média de animais adultos em cativeiro relativa a sua massa. "Mesmo os espécimes mais velhos podem se reproduzir", diz.

Mas como o proteus consegue viver tanto? Para começar, ele vive em um ambiente frio, o que reduz sua taxa metabólica. Quanto menor a taxa metabólica, menor a produção de radicais livres, que danificam o DNA. Isso ocorre porque os radicais livres são um resíduo indesejado da manufatura da molécula adenosina trifosfato (ATP), a carregadora de energia do corpo, produzida nas mitocôndrias das células.

Além de atacar DNA, radicais livres também produzem espécies reativas de oxigênio (ROS), que atacam tecidos. Portanto, menos ROS pode significar menos envelhecimento.

Mas, de acordo com Voituron, a longevidade dos proteus não pode ser explicada totalmente pela baixa taxa metabólica e pelos seus eficientes mecanismos antioxidantes, pois seu metabolismo e atividade antioxidante não são muito diferentes dos de outros anfíbios que vivem muito menos. Então qual é o segredo?

Voituron sugere que o proteus possui uma maneira de gerar energia que produz menos radicais livres do que outros animais. Ele e sua equipe completaram experimentos, ainda não publicados, que "sugerem um funcionamento peculiar das mitocôndrias nesta espécie".

"Se o proteus consegue produzir ATP sem muito ROS, isso explicaria sua longevidade."

DA NEW SCIENTIST
Folha.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uma interessante visão sobre a paz


A neurocientista Jill Bolte Taylor passou por uma experiência única na sua vida pessoal e profissional. Ela, que é uma grande estudiosa do cérebro, sofreu um AVC. Como cientista, ela pôde estudar como é um derrame visto "por dentro".

O interessante foi ver como esse fato contribuiu para ela ter uma visão diferente sobre a paz. Isso mesmo, sobre a paz. Muito legal sua visão sobre a integração entre as pessoas.

O vídeo que mostra o relato feito por ela mesma está no link abaixo. É um vídeo de cerca de 18 minutos. Quem puder, veja até o final, pois as conclusões dela são muito interessantes.

Para ver legendas em português: Abaixo da tela de vídeo é só escolher em Subtitles availabre in: (Escolher português Brazil)

Dica do Otimista Adriel Amaral

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Homem-rocha chinês se cura após 25 anos

Até para casos que parecem muito difíceis a nossa medicina tem conseguido dar solução. Isto é muito legal!

Parece coisa de história em quadrinhos (mas sem nenhum super-poder). Um homem na China se curou recentemente de uma doença deveras bizarra. Lin Tianzhuan passou 25 anos de sua vida com a pele coberta por uma espécie de concha que lembrava as formações de corais de recifes.

A "casca grossa" começou a crescer quando Lin tinha 13 anos, nos pés e nas mãos. Em pouco tempo ela foi se espalhando pelo corpo e o chinês quase não conseguia dobrar pernas e braços. Com vergonha,Lin se impôs um auto-exílio, praticamente não saindo de casa. "Minha situação era horrível. As pessoas iriam gritar de medo na rua quando me vissem", afirma.

Após um ano de tratamento e cirurgias com médicos de uma clínica de pele, Lin, aos 38 anos, finalmente está curado.Ele hoje exibe apenas algumas cicatrizes do que um dia foi sua "casca". Apesar disso,o tratamento não está totalmente acabado. Lin deve fazer radioterapia durante algum tempo. Mas,pelo menos, poderá sair de casa.

Virgula.com.br
Da redação