Coisas legais acontecem o tempo todo em nosso mundo. Por que cultivar assuntos tristes, pessimistas e violentos, se há tanta coisa interessante ao nosso redor? Por que não ter acesso a informações legais, iniciativas bacanas, notícias que mostram ações construtivas?

Este espaço busca reverter o "efeito noticiário" (aquela depressão que dá ao final de um telejornal, após lermos as manchetes na internet, ou após lermos um jornal qualquer). Aqui podem ser encontrados assuntos diversos que versam sobre temas
alegres, construtivos, leves, bons e divertidos.


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Você vai ver como o mundo é muito legal!

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ex-presidente Michele Bachelet chefiará ONU-Mulheres

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou a ex-presidente do Chile, Michele Bachelet, para chefiar a nova entidade das Nações Unidas, ONU-Mulheres.O anúncio foi feito nesta terça-feira em Nova York.

Assembleia Geral
Ao lado da vice-secretária-geral, Asha-Rose Migiro, Ban disse que Michele Bachelet trará para o cargo muita experiência, liderança global e estatura internacional. Para Ban, a entidade especializada em mulheres deve ajudar a alcançar as esperanças de milhões de mulheres e meninas em todo o mundo.

A nova entidade é uma fusão de quatro agências e fundos da ONU especializados em gênero incluindo o Unifem. O novo órgão foi aprovado pelas Assembleia Geral das Nações Unidas em julho.

O objetivo é acelerar o processo de empoderamento e autonomia das mulheres. Para Ban, juntar as quatro agências e fundos ajudará a reforçar a voz feminina numa discussão global. O ONU-Mulheres começará a operar com um orçamento de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 850 milhões.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Eventos combatem discriminação no Estado


Iniciativas que combatem qualquer tipo de discriminação são muito legais e necessárias, e têm o total apoio deste blog.

Seminários reunirão servidores estaduais e municipais para destacar importância de evitar práticas contra grupos como negros e mulheres.

Seis agências da ONU e dois ministérios vão organizar uma série de seminários no Brasil para destacar a necessidade de o serviço público não discriminar grupos como mulheres e negros. A ideia é alertar gestores de políticas de gênero e igualdade racial de que a ação nas esferas governamentais pode contribuir para agravar ou reforçar os preconceitos de sexo e cor/raça.

O primeiro evento está sendo realizado nesta semana, com apoio de seis agências das Nações Unidas — PNUD, OIT (Organização Internacional do Trabalho), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e UN-HABITAT (Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) — e organismos do governo brasileiro, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Funcionários públicos estaduais especialistas em políticas públicas de gênero e raça estão reunidos em Brasília, entre segunda e quarta-feira, no Seminário e Oficina “Identificação e Abordagem do Racismo e do Sexismo Institucionais”.

Na abertura, estiveram presentes o recém-empossado coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freira, e o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo. O seminário integra o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia.

Ainda neste ano, outras atividades ligadas a racismo e sexismo serão promovidas no país, com o apoio das seis agências da ONU e do governo federal. A previsão é de levar a discussão regionalmente, em no mínimo cinco seminários e oficinas, um por região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

Nos seminários, será abordado, por exemplo, quais ações devem ser tomadas para que um atendimento no posto de saúde não seja discriminatório. “É necessário trabalhar essas pessoas, capacitá-las, mas antes de qualquer coisa é preciso esclarecer sempre quais são os direitos assegurados pela legislação brasileira. Devemos romper a barreira da cegueira do racismo e sexismo”, afirma a organizadora do seminário e coordenadora do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, Angela Fontes, do UNIFEM.

“Rediscutir, recolocar na pauta e trazer clareza nessa discussão com as gestoras e gestores é essencial para que se possa replicar esses temas para os Estados e posteriormente para as esferas municipais”, diz Angela.

Ela cita relatos de funcionários de hospitais públicos que se negam a administrar remédios para amenizar a dor do parto de mulheres negras, alegando que estas, por descenderem de escravos, são fortes e acostumadas às dores. “Presenciei também uma situação de descaso com um homem negro, dentro de um cartório. Era mais do que notável a má vontade que a pessoa tinha em atendê-lo, visto que ele era negro e pobre e provavelmente não teria dinheiro para pagar pela certidão, um direito assegurado pela legislação.”, afirma a coordenadora.

da Prima Página

terça-feira, 11 de maio de 2010

Universidades federais abrem inscrições para formar 6.700 pessoas em gestão de políticas públicas em gênero e raça

Um curso de formação que contribuirá diretamente para que 6.700 pessoas sejam mais atentas às questões de gênero e raça em nosso país. Imaginem a contribuição indireta desta ação... Isso é excelente!!

Curso gratuito será ministrado em 18 universidades federais das cinco regiões do País e atenderá pessoas de nível médio e superior. Inscrições já estão abertas na universidade do Pará.

Formar 6.700 gestores e gestoras para a condução das políticas públicas de gênero e raça. Esse é um dos objetivos do curso gratuito de formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça que será desenvolvido por 18 universidades federais das cinco regiões do País (lista completa abaixo), para pessoas de nível médio e superior. A iniciativa é resultado da parceria entre Ministério da Educação, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher - UNIFEM Brasil e Cone Sul, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA e Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – CLAM/UERJ.

O público-alvo é formado por servidoras e servidores dos três níveis da administração pública, integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Educação, gestores e gestoras das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento e dirigentes de organismos não governamentais ligados à temática de gênero e da igualdade etnicorracial.

O curso utiliza a plataforma da Universidade Aberta do Brasil, composto por um sistema integrado de universidades públicas através da metodologia da educação a distância com uso de ferramentas de aprendizagem e conteúdo ministrados pela internet. Estão programados de dois a três encontros presenciais.

A formação em gestão de políticas de gênero e raça é uma oportunidade para instrumentalizar gestores, interessados a ingressar na carreira de administração pública ou lideranças de ONGs para intervenção no processo de concepção, elaboração, implementação, monitoramento e avaliação dos programas e ações de forma a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça nas políticas públicas.

Formas de participação e conteúdo
São duas as modalidades de participação: Aperfeiçoamento, com carga horária total de 300 horas, para profissionais de nível médio; e de Especialização, com carga total de 380 horas, para profissionais de nível superior. Para a modalidade Especialização, ao final do curso, deverá ser apresentado um trabalho de conclusão de curso (TCC).

Os conteúdos estão divididos em seis módulos: Políticas Públicas e Promoção da Igualdade, Políticas Públicas e Gênero, Políticas Públicas e Raça, Estado e Sociedade e Gestão Pública. A coordenação e a definição de conteúdos são compartilhadas por pesquisadores e pesquisadoras de gênero e raça, entre os quais estão ativistas de mulheres, feministas e movimentos negro e de mulheres negras.

Inscrições abertas no Pará
As universidades federais de Minas Gerais e do Pará são as duas primeiras instituições a abrirem as inscrições. Na UFMG, foram disponibilizadas 500 vagas e o período de inscrições já se encerrou. A Universidade Federal do Pará recebe, até o dia 31 de maio, inscrições para as 300 vagas disponibilizadas para o curso. Conforme a coordenadora do curso na UFPA, Mônica Conrado, já foram preenchidas 200 vagas. Informações sobre dados e formulários de inscrição devem ser solicitados para a professora Mônica Conrado pelo e-mail mpconrado@uol.com.br.

Segundo as instituições organizadoras do curso, a expectativa é que durante o mês de junho as demais 16 universidades anunciem a abertura das inscrições. As universidades ofertam de 120 a 700 vagas, a depender do tamanho da turma definida pela coordenação do curso.10/05/2010

09h27 - Atualizado em 10/05/2010 09h33