Coisas legais acontecem o tempo todo em nosso mundo. Por que cultivar assuntos tristes, pessimistas e violentos, se há tanta coisa interessante ao nosso redor? Por que não ter acesso a informações legais, iniciativas bacanas, notícias que mostram ações construtivas?

Este espaço busca reverter o "efeito noticiário" (aquela depressão que dá ao final de um telejornal, após lermos as manchetes na internet, ou após lermos um jornal qualquer). Aqui podem ser encontrados assuntos diversos que versam sobre temas
alegres, construtivos, leves, bons e divertidos.


Você tem alguma coisa legal para compartilhar? É só enviar o conteúdo para omundoelegal@gmail.com. Todos estão convidados a participar e ajudar a reverter o "efeito noticiário".

Você vai ver como o mundo é muito legal!

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hackers do bem

Depois de pensar em soluções que dão suporte para a população em desastres como os ocorridos no Haiti e Chile, chegou a vez da equipe do RHoK - Random Hacks of Kindness produzir projetos focados nas necessidades de metrópoles brasileiras, como São Paulo. O último encontro rendeu bons frutos. Entre as propostas estão sistemas que podem ajudar na indicação de um abrigo para o deslocamento de pessoas afetadas por uma enchente, e até mesmo mobilizar a comunidade na denúncia de depredações e lixos jogados em vias públicas.

O RHoK São Paulo 2010 marca a primeira edição do evento no Brasil, cerca de 30 programadores estiveram reunidos nos dias 5 e 6 de junho, na capital paulista para discutir soluções para os principais problemas da cidade. Entre os participantes esteve o consultor de desastres da prefeitura de São Paulo, Marcos Antonio Guimarães. Para o patrocinador do encontro o Prof. Dr. Wagner Bronze Damiani, CEO da B2 - Business Brain, e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e da Marriott School of Management da Brigham Young University, que conheceu projetos desenvolvidos pelo grupo em outros países, esta é uma iniciativa louvável. “Acredito que as pessoas podem usar seus talentos para transformar a realidade ao seu redor, e a tecnologia é uma grande ferramenta para isso”, diz.

Nesta edição brasileira foram formadas cinco equipes que durante os dois dias se debruçaram na condução de projetos para as principais dificuldades da metrópole. Um corpo de jurados avaliou as ideias e o projeto Shelter me, foi o ganhador. A proposta que em português significa “me abrigue”, tem como objetivo ajudar na localização de um abrigo próximo a um desastre. A pessoa que teve a sua casa invadida pela enchente ou que sofreu deslizamento envia uma mensagem via SMS para um número do shelter me e receberá uma resposta com o endereço de um abrigo próximo. Para torná-lo ativo o próximo passo será alimentar o banco de dados com as informações de abrigos e em seguida tornar acessível os contatos do projeto para a população. Além dos abrigos da prefeitura poderão ser cadastrados no site endereços de voluntários. Por exemplo, quem tiver interesse pode cadastrar sua casa ou um imóvel que possa se tornar um abrigo temporário.

O segundo colocado foi o projeto Urban Fact, que mobiliza a população a denunciar depredações, pichações e lixos jogados pela cidade. A ideia é tornar esses fatos públicos na rede, e para isso basta fazer um registro em foto ou vídeo e divulgar nas redes sociais como o twitter com a hashtag #urbanfact, ou em português, #fatorurbano.

A equipe do RHoK nasceu da união de profissionais vindos da Google, Microsoft, Yahoo!, NASA e do Banco Mundial, que se organizaram para criar as "hackathons" – maratonas de codificação de software em finais de semana, reunindo os melhores e mais brilhantes desenvolvedores de todo o mundo que doam seu tempo e talentos para resolver os problemas do mundo real. E isso não é tudo. Os hackathonstambém são competições de codificação (codejams). As soluções vencedoras são selecionadas por um painel no final do evento, e as equipes vencedoras são reconhecidas no site do RHoK, e tem o direito de se chamarem "RHoKstars" para sempre.

ORandom Hacks of Kindness trata de "hacking para a humanidade" - a criação de soluções reais para os desafios globais que podem ser implementadas de fato. Em novembro passado, o Random Hacks of Kindness recebeu a sua primeira hackathon em Mountain View, Califórnia. Após uma semana de maratona de codificação, um painel de juízes selecionou as melhores soluções para ganhar prêmios. Essas soluções foram posteriormente implementadas após o terremoto devastador no Haiti e no Chile.

Pautasocial.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

HQ sobre Aids, gravidez e homossexualidade será distribuído em escolas públicas

Uso de camisinha, preconceito contra homossexuais, uso de álcool e drogas e prevenção da gravidez são temas de uma série de HQs ilustradas por desenhistas da Marvel que serão distribuídas em escolas públicas que fazem parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE).

O lançamento ocorreu na terça-feira (15/06), com a presença do ministro da Saúde José Gomes Temporão e o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny.

Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, atual desenhista do Superman (DC Comics), ilustraram as revistinhas. Eddy já emprestou os traços para Lanterna Verde e Spawn. Ilustrações de Júlia Bax, Edh Muller e Yure Garfunkel também podem ser vistas nas HQs.

Um guia para utilização em sala de aula pelo professor e um CD-ROM complementar – com jogos, perfil dos ilustradores, wallpapers e idéias de aplicação do material em sala de aula – vão auxiliar nos debates.

Veja trechos e imagens das revistas aqui.

Criado em 2003, o SPE é uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação, com a parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O programa tem como objetivo desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens por meio de atividades de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da infecção pelo HIV. O programa envolve a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais de alunos e gestores municipais e estaduais de saúde e educação.

Atualmente, o SPE tem grupos de trabalho integrados entre saúde e educação em aproximadamente 600 municípios.

Redação UOL Ciências e Saúde

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mais informações sobre casas feitas com garrafas PET


Atendendo a pedidos, o nosso blog foi atrás de mais informações sobre as casas feitas com garrafas PET. Nossos colegas do super blog http://www.mdig.com.br/ descobriram mais detalhes sobre a técnica de construção super inovadora, legal e sustentável que publicamos aqui no dia 31 de Maio.

Com todos os devidos créditos a eles, publicamos aqui as informações mais detalhadas sobre esta nova tecnologia de construção. Estas informações são acompanhadas por muitas e variadas fotos. Acompanhe abaixo a reprodução das informações e veja que legal é esta ideia!!!

Como é a temperatura em uma casa feita com garrafas PET?
Em geral pode-se dizer que é um desenho bioclimático, o que significa que quando estiver frio lá fora, dentro será quente e vice-versa.

Quanto custa construir uma casa com garrafas PET em relação a construção convencional?
Normalmente podemos dizer que o custo baixa entre 40% e 60 %, com respeito ao preço da construção tradicional, dependendo do tipo de obra que estamos construindo.

Que tipo de garrafas podem ser usadas?
Em geral pode-se usar todo tipo de garrafas plásticas, o único segredo é ter a quantidade suficiente para terminar a obra. Podem ser usadas diferentes garrafas em uma obra, mas não devem ser misturadas na mesma parede.

Como construímos as colunas e qual a proporção da mistura?
Nas colunas podem ser usadas garrafas de 500 ou 600 ml formando um círculo de 11 garrafas. No centro amarramos entrelaçadamente os gargalos com sisal ou nylon. A mistura pode ter uma proporção de 1:6:0,5 (1 de cimento, 6 de areia e meia de cal), mas muitos projetos mais simples usam somente barro para construir as paredes e colunas.

Como se amarram as garrafas em uma parede?
Usa-se sisal ou fios de nylon normalmente utilizado na agricultura. Devemos amarrar cada garrafa entre si como se fosse uma rede tanto nos gargalos quanto na base da garrafa . A base é entrelaçada dando uma volta com o laço quando a colocamos. Nos gargalos, igualmente, damos uma volta de modo a entrelaçar umas com as outras em uma forma losangular.

Qual a proporção da mistura das paredes?
Nas paredes são usadas normalmente uma mistura de terra com calcário/barro muito similar a argila onde ainda pode ser acrescentada a palha de arroz. A proporção é de 1:6:1 (1 de cimento, 6 de argila e uma de cal). Esta mistura com o cal e cimento serve para evitar problemas em épocas de chuva.

A mistura pode ser ainda a mesma usada para fazer as colunas com uma proporção de 1:6:0,5 (1 de cimento, 6 de areia e meia de cal). Para a construção de cabanas pode se utilizar a mistura com a proporção de até 1:10:0,5 (1 de cimento, 10 de terra e meia de cal).

Como as garrafas são preenchidas?
Usa-se um funil que pode ser feito com o gargalo de uma garrafa menor. Para enchê-las podem ser utilizados quaisquer sólidos como terra, areia, palha de arroz ou trigo e inclusive resíduos de compostagem. O importante é que quanto mais seco é o material, mas fácil se enchem as garrafas.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Carro solar corta maior estrada de gelo do mundo

O brasileiro Marcelo da Luz, que começou há dois anos uma volta pelo continente americano a bordo de um carro solar, conquistou mais um feito. Acaba de rodar com sua máquina, o XOF1, pela estrada de gelo mais longa do mundo. Ele partiu de Ynuvik e foi até Tukyoyaktu, duas cidades do Canadá perdidas na extensa planície de gelo do norte do continente americano. O XOF1 resistiu ao clima inóspito e à baixa incidência de raios solares da região e percorreu cerca de 150 quilômetros.

Agora, Luz planeja sua chegada até o Brasil. A viagem é ambiciosa. Será preciso cortar todo o continente usando apenas a energia que vem do Sol. Mas Luz acha que vale o risco: o feito lhe ajudará a mostrar como é possível rodar por aí usando fontes de energia renovável e que não emitem gás carbônico.

Marcela Buscato

http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/06/10/carro-solar-corta-maior-estrada-de-gelo-do-mundo/