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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Transplantes de órgãos aumentam 16% no primeiro semestre


Os transplantes de órgãos realizados no país no primeiro semestre de 2010 apresentaram um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, foram feitas 2.367 cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contra 2.033 no primeiro semestre de 2009 e 1.688 em igual período de 2008.

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de doadores de órgão também cresceu no primeiro semestre deste ano, um aumento de 17%. Ao todo, foram 963 doadores no período. O número representa uma média de dez doadores para cada 1 milhão de brasileiros. Em 2009, o país registrou 818 doadores e uma taxa de 8,6 para cada 1 milhão de habitantes.

O estado com maior índice de doadores foi São Paulo (22,7 para cada 1 milhão de pessoas), seguido por Santa Catarina (17 para cada 1 milhão), pelo Distrito Federal (16,8 para cada 1 milhão), Espírito Santo (16 para cada 1 milhão) e Ceará (15,6 para cada 1 milhão).

Com exceção do coração, todos os órgãos (fígado, pulmão, rim e pâncreas) registraram aumento de transplantes. As cirurgias mais realizadas de janeiro a junho deste ano foram as de rim e de fígado, 1.486 e 663, respectivamente. Entre 2003 e 2009, os recursos aplicados pela pasta no Sistema Nacional de Transplantes passaram de R$ 327,8 milhões para R$ 990,5 milhões.

Correiobraziliense.com.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Médicos tentam zerar fila para transplante de córnea, de 23 mil hoje

É muito legal essa iniciativa para atender todas as pessoas que precisam de transplante de córneas, além de servir como incentivo às pessoas se tornarem doadoras.

Um brasileiro espera três anos, em média, por um transplante de córnea. Ao menos 22.700 pessoas aguardam hoje nessa fila, segundo dados do primeiro semestre de 2009.

Agora, o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), em parceria com a câmara técnica do Conselho Federal de Medicina, concluiu documento em que estipula a meta de zerar em oito meses a fila do transplante, informa a reportagem de Fernanda Bassette, publicada nesta quinta-feira pela Folha .

Para alcançar a meta, os conselhos dependem do aval do Sistema Nacional de Transplantes, vinculado ao Ministério da Saúde, e da liberação de R$ 2,3 milhões. A verba seria usada na criação de bancos de olhos e na capacitação.

"A nossa ideia é aumentar em 30% o total de cirurgias, em até quatro meses. Depois disso, zerar a fila até o final do ano. É um desafio que queremos colocar em prática o mais rápido possível", diz Paulo Augusto de Arruda Melo, presidente do CBO.

Para chegar a esses números, o CBO fez um raio-X da situação do Brasil e identificou os principais gargalos. O maior é armazenar as córneas para dar tempo de fazer a cirurgia. Outro gargalo é a falta de bancos de olhos no país: até o meio do ano passado, o Brasil possuía 30 bancos -sete deles no Estado de São Paulo.

Folha.com.br
da Reportagem Local