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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Exame de hálito poderia detectar vários tipos de câncer, diz estudo

Um exame de hálito, tão barato quanto um teste de alcoolemia, pode permitir detectar o câncer de pulmão, de mama, de intestino ou próstata, garante estudo publicado nesta quarta-feira pela revista britânica The British Journal of Cancer.

Os testes feitos em 177 voluntários afetados ou não por diferentes tipos de câncer mostraram que um teste de hálito pode reagir a compostos químicos que as células cancerosas emitem e estabelecer, independentemente da idade e do sexo dos pacientes, de que tipo de câncer se trata.
Os cientistas do Instituto Tecnológico Technion de Israel já tinham anunciado há um ano que um teste de hálito poderia permitir detectar um câncer, mas só fizeram análises muito preliminares que só confirmaram a detecção do câncer de pulmão.

Os testes publicados nesta quarta confirmam a detecção possível de cânceres, ampliando-se para os de mama, intestinos e próstata.

"Este estudo mostra que um 'nariz eletrônico' pode distinguir uma respiração saudável de uma maligna, assim como detectar os diferentes tipos de câncer", disse o professor Abraham Kuten, do instituto situado em Haifa (norte de Israel).

"Se pudemos confirmar estes resultados preliminares com estudos mais profundos, esta nova tecnologia poderia se tornar uma ferramenta simples para um diagnóstico precoce", acrescentou.

Da France Press
Folha.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vacina contra câncer de mama deve ir a teste dentro de um ano


Todas as iniciativas que buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas são legais. O desenvolvimento de técnicas menos invasivas e até preventivas, como é o caso, é muito importante.

Uma vacina contra o câncer de mama deverá ir a teste dentro de 1 ano, segundo reportagem publicada neste domingo pelo diário britânico "Daily Telegraph".

Uma droga que vem sendo testada tem dado mostras de impedir a aparição de tumores e também de atacar aqueles já presentes.

Pesquisadores dizem que, se bem-sucedida, ela poderia ser oferecida a mulheres antes de alcançarem meados de 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir.

De acordo com estudos, a droga poderia acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de 8 mil vidas por ano somente no Reino Unido.

Segundo a reportagem do "Daily Telegraph", o criador da vacina, Vincent Tuohy, da Clínica Cleveland, de Ohio, nos Estados Unidos, fez o prognóstico de que a vacina pode erradicar a doença por completo.

"Nós acreditamos que uma vacina preventiva de câncer de mama vai fazer com o câncer de mama o que a vacina contra a pólio fez com a pólio", disse ele. "Nossa visão é a de que o câncer de mama é uma doença que se pode prevenir por completo".

A vacina é baseada em uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de câncer de mama.

Segundo a revista Nature Medicine, testes com ratos criados em laboratório para desenvolver câncer de mama aos 10 meses de idade, mostraram que a droga deixou-os livres de tumores.
A vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o para destruir a alfalactalbumina quando ela aparece, e assim evitar que tumores se formem.

A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher até a metade tumores pré-existentes, sugerindo que ela poderia ser usada também como tratamento, tanto quanto como vacina.
A necessidade de mais estudos em um número maior de mulheres significa que deve demorar pelo menos 10 anos antes que a vacina chegue ao mercado.
DA AGÊNCIA BRASIL
Na Folha.com.br

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Reconstrução da vida


Muito legal essa história de superação e força de vontade!

Durante um banho, em 1989, Maria Lucília da Silva identificou pequenos caroços nas mamas. Como não havia sentido qualquer tipo de alteração no corpo até então, a cabeleireira pensou que poderia ser um coágulo de leite. Com o passar do tempo, surgiu a preocupação. A insegurança e o medo de ouvir a verdade, porém, a impediram de procurar um médico pelos próximos seis meses. Mas não teve jeito. Quando se deparou com o resultado da biópsia realizada nos nódulos, ela soube que os anos seguintes seriam difíceis. Ela tinha duas opções: acomodar-se no fundo do poço ou dar a volta por cima e enfrentar o câncer de mama. Na época com 32 anos e mãe de duas crianças, Lucília escolheu a segunda opção. Desenvolveu, então, uma prótese caseira para mulheres que retiraram a mama, trabalha como voluntária no Hospital de Base e hoje se diz uma amante da vida.

Em menos de um mês, Lucília estava sem os dois seios. “No início, eu queria ficar livre da doença. Mas é um baque muito forte para a mulher. É uma mutilação.” Durante dois anos — de 1990 a 1992 —, ela se redescobriu como mulher e foi obrigada a tomar as rédeas de uma nova vida. A vergonha de usar um vestido ou uma blusa decotada a fez criar uma prótese de espuma para colocar dentro do sutiã. O fim do casamento incentivou a então dona de casa a fazer um curso técnico de cabeleireira e de costura para sustentar os filhos de 11 e 5 anos. “É difícil demais curar o câncer. Ele tira a sua dignidade, te coloca lá embaixo. Além dos preconceitos que você sofre. É o que tem de mais agressivo para uma mulher”, desabafou.

Os dois filhos foram o maior incentivo para a cura da doença de Lucília. E o grande trampolim para a retomada da vida aconteceu em 1992, quando ela fez a reconstituição dos dois seios. Como na época não havia implante de silicone, ela foi submetida a uma cirurgia que retirava gordura da barriga para implantar no busto. “Valeu muito a pena. Temos que lutar pela vida, deixar o medo de lado, nos amar e amar a vida: é o nosso bem maior.” Animada e de bem com a vida, Lucília hoje se sente livre para usar blusas justas, com decote, e vestidos variados. E alguns dias de semana ainda trabalha no pequeno salão de beleza improvisado na garagem de casa, no Gama. “Foi assim que criei meus filhos, construí a minha casa e hoje pago meu carro. Consegui tudo o que eu queria”, orgulha-se.

Quando superou a doença, Lucília decidiu ajudar outras mulheres que passam pelo sofrimento com a doença. Em 2005, aderiu ao voluntariado da Rede Feminina de Combate ao Câncer, do Hospital de Base. O grupo de mulheres trata do câncer de mama e do colo do útero e realiza visitas às pacientes no ambulatório, doa lanches, acolhe e ensina os direitos das cidadãs. Após um ano de trabalho, a cabeleireira percebeu que algumas mulheres carentes também enfrentavam dificuldades como, por exemplo, a demora de conseguir prótese de silicone e para a reconstituição dos seios. “Na minha época, eu também não tinha condições. Pedi dinheiro emprestado à família e me virei para criar uma prótese para usar um simples vestido”, lembra.

Como funciona
A Rede Feminina de Combate ao Câncer funciona no Corredor 5 do Hospital de Base do Distrito Federal. Além de encontrar as próteses externas da mama, as pessoas encontram produtos à venda. Todo o valor adquirido é revertido para a ajuda às vítimas do câncer de mama e de colo do útero. O grupo também atende pelo telefone 3315-1221.

Juliana Boechat
Correiobraziliense.com.br
Publicação: 27/05/2010 08:21

terça-feira, 4 de maio de 2010

Parceiros Promovem Ação Contra o Câncer de Mama


Iniciativa privada promovendo ações legais: vale a pena divulgar!

Atenta às questões de saúde e qualidade de vida das mulheres, a Curves – Academia para Mulheres lança a Campanha de Prevenção de Câncer de Mama. Esse é o sexto ano desta ação de conscientização e incentivo. Em 2010, a novidade é a parceria com o Instituto Oncoguia, que presta assistência a pacientes com câncer, e que disponibilizará informações e dicas sobre a doença e tratamentos.

Entre os dias 10 e 22 de maio, as novas sócias que levarem um exame de mamografia recente em qualquer uma das unidades em todo o País ganham 80% de desconto na taxa de matrícula. Já as sócias atuais que apresentarem o exame recente, recebem 20 Curves Cash, dinheiro fictício da academia que permite a compra de produtos da marca Curves, considerados pelas alunas da academia verdadeiros objetos de desejo. “Pensando nos 20 Curves Cash que ganharia estando em dia com minha mamografia, sem querer, acabei ganhando muito mais. Por sorte, ao fazer o exame, descobri o problema bem no início. Fui operada, fiz radioterapia e, Graças ao bom Deus, hoje, estou totalmente curada e agradecida à Curves e toda sua equipe. Bendito 20 Curves Cash'', revela Maria do Socorro Moreira, aluna Curves da Unidade Gávea-RJ.

Segundo o Instituto Oncoguia, a forma mais adequada e precisa de se diagnosticar o Câncer de Mama é por meio de exames clínicos da mama (ECM) ou laboratoriais, os chamados exames de rastreamento. Por outro lado, os exames de auto-conhecimento (auto-exame), como o próprio nome diz, ajudam a identificar alterações na mama que podem ser prejudiciais à saúde, ou até mesmo um câncer em fase avançada por não ter sido descoberto antes. “É fundamental que as mulheres acima de 40 anos façam o exame de mamografia anualmente, tanto o clínico (ECM) como o laboratorial. Já para quem está com idade entre 50 e 69 anos, recomenda-se a realização dos exames, pelo menos, a cada dois anos.

Ultimamente, tem aumentado o número de diagnósticos da doença em mulheres com menos de 35 anos, mas, embora seja relativamente raro, é importante que a mulher tenha um acompanhamento médico. É o ginecologista que ajudará na detecção precoce da doença, se for o caso”, adverte a Dra. Luciana Holtz, médica psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia. Para a Curves, a parceria com o Instituto Oncoguia dará ainda mais credibilidade à campanha. “Vamos potencializar nossa missão de fortalecer as mulheres, proporcionando qualidade de vida e indivíduos cada vez mais saudáveis”, completa Luciana Mankel, diretora de operações da Curves.

As campanhas sociais já fazem parte da cultura da Curves em todo o País. Essa é uma das formas que a academia encontra para trabalhar em prol das comunidades onde está inserida. Em fevereiro, várias unidades da academia participaram da Campanha do Material Escolar, que beneficiou crianças carentes de diversos estados brasileiros. E nos meses de junho e julho será realizada a Campanha do Agasalho, que arrecadará cobertores e roupas de frio para que sejam distribuídos junto às comunidades mais necessitadas de todo o País.

Pautasocial.com.br