Coisas legais acontecem o tempo todo em nosso mundo. Por que cultivar assuntos tristes, pessimistas e violentos, se há tanta coisa interessante ao nosso redor? Por que não ter acesso a informações legais, iniciativas bacanas, notícias que mostram ações construtivas?

Este espaço busca reverter o "efeito noticiário" (aquela depressão que dá ao final de um telejornal, após lermos as manchetes na internet, ou após lermos um jornal qualquer). Aqui podem ser encontrados assuntos diversos que versam sobre temas
alegres, construtivos, leves, bons e divertidos.


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Você vai ver como o mundo é muito legal!

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Empresas incentivam e valorizam o voluntariado entre os funcionários

A filosofia também serve para as seleções. Participar de ações sociais pode desempatar candidatos com qualificações parecidas.

Entre uma pergunta e outra durante a entrevista, o recrutador questiona sobre prestação de trabalho voluntário. Cuidado! A resposta pode garantir a sua vaga. Engana-se quem acredita que só os cursos de qualificação chamam a atenção de um profissional de recursos humanos. Várias empresas, principalmente as que desenvolvem projetos sociais, querem profissionais que pensam no próximo. Evidentemente que um bom currículo continua fazendo a diferença. Mas a ida regular a instituições de caridade, por exemplo, pode desempatar os documentos.

Recentemente, Marillac de Castro fez a pergunta durante um processo seletivo para uma vaga de trainee. “A empresa fez essa exigência na hora da seleção”, explica. A consultora da Intellijob alerta que, em um momento como esse, o importante é falar a verdade, mesmo que a resposta não agrade o recrutador. “Nem todos têm tempo para fazer esse tipo de trabalho”, justifica. “Também é importante que a pessoa tenha trabalhado ativamente. Se ela só fez a atividade uma vez ou não teve uma participação ativa, talvez não seja uma boa ideia mencionar a experiência.”

O profissional também pode destacar, no currículo, que se interessa por trabalho voluntário, mesmo sem nunca tê-lo praticado. Quem já participou deve informar, no documento, o nome da entidade beneficiada, a atividade realizada e a duração do trabalho. Carmen Cavalcanti aponta quais empresas gostam dessa informação. “O mais comum é que companhias maiores recrutem esses profissionais”, diz. Por isso, a diretora da Rhaiz Soluções em RH sugere que os candidatos procurem saber se a companhia valoriza esse tipo de ação antes de enviar o currículo ou de participar de uma entrevista. “Dependendo dos valores e da cultura, esse dado não chama a atenção”, explica.

Não é o caso do Itaú. Nas seleções feitas pelo banco, saem na frente os candidatos que já participaram de ações sociais. “Entre dois profissionais qualificados, a empresa tende a escolher aquele que possui essa visão mais ampla”, informa Valéria Riccomini, diretora da Fundação Itaú Social. Para despertar o interesse social dos seus colaboradores, a fundação mantém o programa de voluntariado desde 2003. Segundo Valéria Riccomini, 9 mil pessoas já participam espontaneamente dos projetos. “A participação acontece em todos os níveis da empresa: diretores, funcionários das agências e familiares dos colaboradores. Todos ajudam a desenvolver ações”, explica.

Milene Ossuna é uma delas. A gerente da plataforma de Atendimento a Empresas juntou-se a outras 700 pessoas, entre funcionários e parentes de colaboradores do Itaú, para reformar, em junho deste ano, um lar de crianças em situação de risco. “Depois que fiz essa ação, vejo o mundo diferente”, conta. A preocupação com o outro é levada em conta quando Milene precisa mexer em sua equipe. “A atividade pesa no currículo do profissional”, sentencia.

E se o candidato conseguir um emprego destacando o voluntariado é preciso ficar atento. Segundo Marillac de Castro, esses profissionais podem ser convidados para participar de projetos dentro da companhia. “Existem empresas que desenvolvem ações sociais e podem pedir a participação dos funcionários. Por isso, existe a importância de não realizar essas atividades apenas para impressionar o empregador”, avisa.

Lorena Menezes, 21 anos, até quer encher os olhos dos chefes, mas no futuro. A estudante de psicologia da Universidade de Brasília é voluntária do Abrigo Nosso Lar. Há seis meses, nas quintas-feiras, é possível encontrá-la brincando com as crianças ao mesmo tempo em que desenvolve suas habilidades profissionais. “Com esse trabalho, posso colocar em prática tudo o que aprendemos em sala de aula. É uma experiência que, com certeza, vai para o meu currículo”, avalia.

Faça a coisa certa

» Antes da entrevista, pesquise se a empresa tem algum tipo de programa social. Às vezes, ações voluntárias não fazem diferença para a organização. Nesse caso, é melhor nem falar sobre elas

» No currículo, informe o trabalho voluntário no campo destinado a outras atividades

» Não tente impressionar o recrutador inventando que participa de projetos sociais. O ideal, inclusive, é que você detalhe a experiência, informando o que fez, em que período e em que instituição

» Se não tiver experiências voluntárias, não fique com medo de assumir isso. Lembre-se de que a atividade não é obrigatória. E se houver interesse em fazê-la, comente a sua intenção, sabendo que você pode ser convidado a participar de projetos da empresa

Correiobraziliense.com.br

domingo, 4 de julho de 2010

Portal do Voluntário

Para quem não conhece ou nunca acessou, vale a pena conhecer o Portal do Voluntário.

http://portaldovoluntario.org.br/

Tem muita coisa legal acontecendo!

Dica do otimista Edy Junior

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hackers do bem

Depois de pensar em soluções que dão suporte para a população em desastres como os ocorridos no Haiti e Chile, chegou a vez da equipe do RHoK - Random Hacks of Kindness produzir projetos focados nas necessidades de metrópoles brasileiras, como São Paulo. O último encontro rendeu bons frutos. Entre as propostas estão sistemas que podem ajudar na indicação de um abrigo para o deslocamento de pessoas afetadas por uma enchente, e até mesmo mobilizar a comunidade na denúncia de depredações e lixos jogados em vias públicas.

O RHoK São Paulo 2010 marca a primeira edição do evento no Brasil, cerca de 30 programadores estiveram reunidos nos dias 5 e 6 de junho, na capital paulista para discutir soluções para os principais problemas da cidade. Entre os participantes esteve o consultor de desastres da prefeitura de São Paulo, Marcos Antonio Guimarães. Para o patrocinador do encontro o Prof. Dr. Wagner Bronze Damiani, CEO da B2 - Business Brain, e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e da Marriott School of Management da Brigham Young University, que conheceu projetos desenvolvidos pelo grupo em outros países, esta é uma iniciativa louvável. “Acredito que as pessoas podem usar seus talentos para transformar a realidade ao seu redor, e a tecnologia é uma grande ferramenta para isso”, diz.

Nesta edição brasileira foram formadas cinco equipes que durante os dois dias se debruçaram na condução de projetos para as principais dificuldades da metrópole. Um corpo de jurados avaliou as ideias e o projeto Shelter me, foi o ganhador. A proposta que em português significa “me abrigue”, tem como objetivo ajudar na localização de um abrigo próximo a um desastre. A pessoa que teve a sua casa invadida pela enchente ou que sofreu deslizamento envia uma mensagem via SMS para um número do shelter me e receberá uma resposta com o endereço de um abrigo próximo. Para torná-lo ativo o próximo passo será alimentar o banco de dados com as informações de abrigos e em seguida tornar acessível os contatos do projeto para a população. Além dos abrigos da prefeitura poderão ser cadastrados no site endereços de voluntários. Por exemplo, quem tiver interesse pode cadastrar sua casa ou um imóvel que possa se tornar um abrigo temporário.

O segundo colocado foi o projeto Urban Fact, que mobiliza a população a denunciar depredações, pichações e lixos jogados pela cidade. A ideia é tornar esses fatos públicos na rede, e para isso basta fazer um registro em foto ou vídeo e divulgar nas redes sociais como o twitter com a hashtag #urbanfact, ou em português, #fatorurbano.

A equipe do RHoK nasceu da união de profissionais vindos da Google, Microsoft, Yahoo!, NASA e do Banco Mundial, que se organizaram para criar as "hackathons" – maratonas de codificação de software em finais de semana, reunindo os melhores e mais brilhantes desenvolvedores de todo o mundo que doam seu tempo e talentos para resolver os problemas do mundo real. E isso não é tudo. Os hackathonstambém são competições de codificação (codejams). As soluções vencedoras são selecionadas por um painel no final do evento, e as equipes vencedoras são reconhecidas no site do RHoK, e tem o direito de se chamarem "RHoKstars" para sempre.

ORandom Hacks of Kindness trata de "hacking para a humanidade" - a criação de soluções reais para os desafios globais que podem ser implementadas de fato. Em novembro passado, o Random Hacks of Kindness recebeu a sua primeira hackathon em Mountain View, Califórnia. Após uma semana de maratona de codificação, um painel de juízes selecionou as melhores soluções para ganhar prêmios. Essas soluções foram posteriormente implementadas após o terremoto devastador no Haiti e no Chile.

Pautasocial.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Estreia hoje (17) programa otimista na TV Globo

Um programa de TV que mostra histórias de vida legais por todo o Brasil é muito legal por mostrar o lado bom do nosso mundo e por ser um espaço na grande mídia que foge da onda de tragédias e calamidades... Ponto para a iniciativa!

Estreia nesta quinta-feira (17) “Brasileiros”, o novo programa jornalístico da Rede Globo. Através das reportagens de Edney Silvestre, Neide Duarte e Marcelo Canellas, os telespectadores conhecerão a cada semana a história de uma pessoa que mudou o dia-a-dia de outras.

No primeiro episódio, que começa às 23h50, o jornalista Edney Silvestre viaja até a pequena cidade de Paracuru, no Ceará, para contar a história de Flávio Sampaio, um filho de pescador que ainda criança decidiu que queria ser bailarino. Apesar das dificuldades e da falta de apoio do pai, ele levou o sonho adiante, cresceu, estudou e conseguiu chegar ao grupo de balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Muitos anos depois, já aposentado, ele voltou à pequena Paracuru e ficou preocupado com a quantidade de jovens que passavam os dias sem ter nada para fazer. Veio, então, nova decisão: Flávio fundou uma escola de dança no local. A ação transformou a vida da comunidade. Hoje, 200 jovens – filhos de lavradores e pescadores – estão aprendendo balé na escola de Flávio.

Dirigido por Teresa Cavalleiro e Maria Thereza Pinheiro, Brasileiros privilegia os depoimentos dos entrevistados, em comparação às gravações em off, e terá nove episódios.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Férias para trabalhar como voluntário

Trabalhar como voluntário em um projeto social durante as férias é uma oportunidade muito legal de ver a realidade do mundo!

Viagens que incluem participação em projetos de assistência social ou de conservação ambiental

Cidade do Cabo e Cintsa, África do Sul
por Renata Barbosa
“Há vários projetos voluntários na Cidade do Cabo, que envolvem desde trabalhos com animais a voluntariado com crianças carentes. Em Cintsa há um projeto com alunos das escolas. Lá, é possível ensinar inglês, computação e gastronomia para crianças carentes.”
Quando ir: “O ano todo”.
Por quanto tempo: ”Mínimo de 15 dias”.
Custo: hospedagem a partir de US$ 1.360, mínimo de 15 dias, pela CI. Passagem a partir de US$ 843.
Burocracia: não pede visto para viagens de até 90 dias. Requer carta de recomendação do projeto e vacina de febre amarela.
Renata Barbosa é formada em hotelaria trabalha como supervisora operacional da Central de Intercambio (CI), onde se especializou em viagens para trabalhos e estágios.

Florianópolis (SC)
por Marcelo Tosatti
“O Instituto Ekko Brasil faz parte do projeto Ecovolunteer (www.ecovolunteer.org), um site que reúne informações sobre diversas iniciativas de turismo voluntário pelo mundo. O principal objetivo do Ekko é aumentar o conhecimento sobre a lontra de rio e sua preservação no Brasil. O projeto desenvolvido pelo instituto combina pesquisa com trabalhos sociais, envolvendo as comunidades da região.”
Quando ir: “O ano todo”.
Por quanto tempo: “Pelo menos 7 dias”.
Custo: a partir de R$ 900 pela Ecovolunteer, inclui seis noites no alojamento.
Marcelo Tosatti coordena toda a logística do Instituto Ekko Brasil, responsável pelos projetos Lontra e Tucanos e que recebe voluntários do mundo todo.

Nepal
por Betty Woodyatt
“Há inúmeras oportunidades de voluntariado no país, incluindo ensino de inglês nas escolas locais, ajuda aos médicos e enfermeiros em postos médicos, renovação de escolas locais ou mosteiros, trabalhos com crianças órfãs e projetos de conservação ambiental próximo ao Royal Chitwan National Park.”
Quando ir: “O ano todo”.
Por quanto tempo: “No mínimo um mês”.
Custo: a partir de R$ 3.426 pela Experimento Intercâmbio Cultural. Inclui cinco semanas de hospedagem. Passagem a partir de R$ 4.223
Burocracia: requer visto, que pode ser tirado em Katmandu, e vacina contra a febre amarela.
Betty Woodyatt é diretora operacional da Experimento Intercâmbio Cultural.

Luciana Florence
G1.com.br

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A mágica que Honorita faz


Muito legal essa iniciativa da Dona Honorita. É muito legal levar um pouco de cultura a pessoas que normalmente não tem acesso.

Ela é um cineclube de uma pessoa só: faz sessões de cinema em escolas, creches, asilos e depois debate com a plateia sobre o que foi assistido.

Honorita Barbosa sempre gostou de ler. Quando pequena, lia tudo que via pela frente. A menina nascida em Biquinhas, interior de Minas Gerais, buscava nas palavras a diversão, o prazer e a cultura que infelizmente a cidade não podia proporcionar. Aos 18 anos, Honorita decidiu conhecer a nova capital. Ao chegar a Brasília, a cidade borbulhava. Era a década de 1960 quando Honorita teve uma das experiências mais marcantes de toda a vida: conheceu um cinema pela primeira vez. As imagens em uma tela gigante pareciam fantasia. O sonho emitido pela projeção fez nascer naquele momento uma paixão pelo cinema que superou o amor às palavras.

Honorita, hoje com 60 anos, chefia o Núcleo de Cultura da Administração de Ceilândia e criou em março de 2009 o projeto Cinema vai à escola, em parceria com a Mostra de Cinema Brasil Candango, presidida por Atanagildo Brandolt. O projeto proporciona para as escolas públicas, asilos, creches e entidades sociais, a oportunidade de ver filmes nesses diversos locais. “Crio um ambiente que se assemelha a um cinema normal. A tela é grande e sala fica escura para que todos possam saber como é um cinema de verdade, já que muitos deles nunca foram a um cinema.” As sessões são feitas da seguinte forma: a direção da entidade liga para a coordenadora do projeto, ela vai até a escola e apresenta um catálogo com centenas de opções. O diretor escolhe e ela vai atrás da obra para a exibição. “O filme que a entidade quiser eu vou atrás, procuro, alugo, peço emprestado ou faço o que for preciso para conseguir. O importante é apresentar a obra para a escola.”

Para as crianças, filmes infantis com temáticas que exploram a ética são os favoritos. “Fazem a criançada pensar”, observa Honorita. Na noite da última terça-feira, a Escola Classe 53, da Expansão do Setor O, exibiu pela primeira vez um filme do projeto. O longa escolhido foi À procura da felicidade, de Gabriele Muccino. De acordo com a vice-diretora da escola, Michelline Araújo, o filme aumenta a autoestima dos jovens. “Os alunos da parte da noite são adultos que geralmente já têm filhos, lutam bastante e muitos acham que a vida não tem mais sentido. Apresentar uma obra dessa para eles, com um ensinamento que ajuda a ir em busca dos sonhos, faz muito bem para eles.” Os filmes podem ser escolhidos por temas como educação, saúde, ética, documentários, infantis, entre outros.

Nos asilos, os filmes exibidos geralmente são as obras de Mazzaropi, que, segundo Honorita, fazem os idosos sorrirem o tempo todo. No aniversário de um ano do projeto, foram contabilizadas 87 sessões, sendo que foram exibidos 65 filmes para mais de 13 mil pessoas. “Desde a estreia do projeto tive muitos momentos emocionantes, mas o que mais me marcou foi em uma sessão que duas crianças ficaram paradas, olhando para a tela, sem acreditar no que viam. Ao final do filme, as crianças se aproximaram e tentaram tocar a imagem. Como não conseguiram, elas ficaram se perguntando de onde saíam as imagens. Uma delas disse: ‘Não seja boba, a parede é mágica’. Aquilo me fez lembrar da primeira vez que fui ao cinema. É realmente mágico.”

Correiobraziliense.com.br
Gabriela de Almeida
Publicação: 13/05/2010 07:00