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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Adolescente é parte de história que faz crer no futuro da humanidade


Há 48 dias, o Correio contou o drama de Lucas, um adolescente de Planaltina que vive com apenas um terço do pulmão direito. Brasília e torcedores do Palmeiras se mobilizaram numa verdadeira corrente de solidariedade. A casa simples onde ele mora virou só esperança.

Sabe essas histórias que ainda fazem acreditar que a humanidade é boa? Esta é uma delas. Como um tsunami, essa gente invadiu uma casa ainda com mofo, piso de cimento cru e pouca luz. Bateu, entrou e transformou. Iluminou todos os espaços, retirou o mofo, levou piso bonito, começou a pintar e fez aquele menino sobrevivente ter a certeza que nem tudo está perdido. A mãe do menino chora de alegria. Belisca-se. Vive um sonho. O menino, embasbacado e de olhos acesos, repete: “Eu sabia que alguma coisa boa ia acontecer”.

E aconteceu. Mas, afinal, que história é essa? Voltemos 48 dias no tempo. No sábado, 12 de junho, o Correio contou a luta de Lucas Neres Pereira, 13 anos, para sobreviver. E a luta que travara, desde que nasceu, para ser mais forte que as previsões médicas. Portador de uma grave enfermidade pulmonar, a bronquiolite obliterante (doença respiratória causada por um vírus que destrói o pulmão e pode afetar outros órgãos, como o coração).

Lucas nasceu no Hospital Regional de Planaltina (HRP). Com um mês de vida, os primeiros sinais da grave doença: muito cansaço para respirar. Numa ida de emergência ao HRP, um médico plantonista pediu um raios X. E foi incapaz de ver que metade do pulmão do bebê estava comprometido. Indicou nebulização. Era, segundo aquele homem e jaleco branco, apenas um resfriado.

No dia seguinte, o cansaço aumentou. Irani Neres Santana, então com 22 anos, a mãe, desesperou-se. Com os filhos nos braços, embarcou para a Rodoviária do Plano Piloto. Chorava e pedia para ele não morrer. Ao desembarcar ali, um carro da Polícia Militar levou mãe e filho para o Hmib. O médico de plantão, o intensivista neonatal Carlos Zacconeta, estava de saída.

Ainda assim, voltou para atender aquela criança que morria. Sorte que nem toda gente de jaleco branco é igual. Um raios X às pressas revelou: Lucas tinha uma lesão severa em dois terços do pulmão esquerdo. Ficou ali por 80 dias, na UTI neonatal. E, nesse período, momentos vários de incerteza, dor e angústia. Houve dias em que até os médicos achavam que chegara ao fim. Irani chorava agarrada aos santos de devoção.

Como milagre, o menino valente surpreendia. Mas seu estado ainda era grave. Do Hmib, foi transferido para o Hospital de Base (HBDF). Lá, ficou aos cuidados da pneumologista Rita Heloísa Mendes, que cuidou de Lucas com dedicação comovente. Nunca escondeu qualquer informação — nem nos momentos delicados.

Com 13 meses de vida, a primeira cirurgia, para retirar parte do pulmão esquerdo. Era só o começo. Aos 7 anos, a segunda e a mais radical: retirada total do órgão. Meses de internação, recaídas, lágrimas e oração da mãe. Idas e vindas ao hospital. Preocupação com o pulmão direito, que já apresenta sinais de falência — dois terços já estão lesados.

Corrente solidária
Há 48 dias, portanto, esta história foi contada. Lucas e a mãe moravam numa casa humilde em Arapoanga, bairro de Planaltina. O banheiro, cheio de mofo, era o pior inimigo para a saúde do menino. Na casa, humilde, faltava muita coisa. E a luta pela sobrevivência, a dificuldade em comprar remédios e o aparelho de que precisava com urgência, o oxímetro, que mede a saturação de oxigênio no sangue.

A reportagem comoveu Brasília. O telefone de Irani começou a tocar logo nas primeiras horas daquela manhã de sábado. “Toca até hoje”, agradece a mãe. Gente que não quis se identificar. Mas ajudou. Gente que foi lá, ligou, visitou. Conferiu a história de perto.

A ajuda chegou como milagre. E de todos os lugares. Uma atrás da outra. Veio o oxímetro, que custa R$ 1,6 mil. E uma história que arrancou mais lágrimas de Irani. O aparelho, novinho em folha, foi doação de uma mãe que perdera o filho. O menino também se chamava Lucas. “Mas eu não vou morrer, não”, decreta Lucas, o valente.

Chegou também uma bala de oxigênio portátil, no valor de R$ 600, que lhe dará liberdade até para viajar. Cestas básicas, leite da dieta especial e dinheiro em conta. “Paguei tudo o que devia na farmácia”, diz Irani. E não parou por aí. Dois irmãos, comerciantes de Taguatinga, assumiram a reforma do banheiro cheio de mofo. Um major da PM deu as tintas.

E, no dia seguinte à publicação da reportagem, no domingo 13, uma turma do barulho — gente de todos os cantos do DF, homens, mulheres e até crianças — invadiu a casa do menino. Ele não sabia. Chegaram entoando o hino de guerra. O menino engasgou.

A Mancha Verde de Brasília, torcida organizada do Palmeiras, levou solidariedade e esperança para Lucas. Assumiu a reforma total da cozinha, da área externa e do novo quarto do garoto — com direito até a faixa do time na parede. Levaram também cestas básicas e uniforme completo do Verdão.

Como a torcida chegou ali? Na matéria de 12 de junho, numa única frase perdida no meio do texto, informou-se que o menino era torcedor do Palmeiras. Não havia outra menção. Foi o suficiente para tamanha mobilização. “Meu pai, palmeirense como eu, me acordou no sábado e disse: ‘Leia essa matéria. Precisamos fazer alguma coisa. Ele é palmeirense...’ Eu tava dormindo, nem escutei direito”, conta o assistente administrativo Bruno Liporoni, de 32 anos.

Ao acordar, Bruno leu o jornal. “O leite até esfriou na xícara. Liguei pra três amigos da Mancha Verde e decidimos que iríamos fazer alguma coisa.” E-mails foram disparados. No dia seguinte, Bruno e seu exército verde estavam lá, naquele lugar muito distante de onde todos vivem. Seguiu-se uma corrida para fazer o bem. “Percebi que quem recebe ajuda ganha menos do que aquele que pode ajudar. Fomos nós quem ganhamos”, emociona-se o rapaz.

Quarenta e oito dias se passaram. Visitas de integrantes da torcida, para acompanhar a obra (feita pelo tio de Lucas, o pizzaiolo Hidevá Neres, 30, que nas horas vagas se torna pedreiro) tornaram-se constantes. Na manhã de ontem, lá estava parte deles. Vieram até dois torcedores de Cuiabá (MT), para conhecer Lucas.

O menino que desafiou a medicina — muitos pacientes morrem antes dos 2 anos de vida — comoveu a torcida mais uma vez. “Essa é uma corrente do amor. Só quero agradecer a todos que me ajudaram”, disse, com sorriso de vida. Evângelo Franco, 45 anos, diretor do Centro de Ensino Especial 2 de Brasília e diretor de imprensa e mobilização da Mancha Verde, ouviu o que aquele menino disse.

Tentando esconder a emoção, ele admitiu: “A gente tinha obrigação de fazer isso. E que possa servir de exemplo para outros torcedores, outras ONGs. A filha de Franco, a adolescente Ana Luíza, 12, acompanhou o pai. Ao se deparar com realidade tão diferente da sua, refletiu: “Se todos fizessem um pouco, o mundo estaria melhor”. Ricardo Leal, 23, estudante de serviço social, resumiu: “É uma atitude cidadã”.

E o povo cantou. Bradou. Carregou-o. Marcou um superchurrasco na casa nova dele, assim que a pintura externa ficar pronta. Ele sorriu como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. E é. Quem vive de forma surpreendente com apenas um quarto do pulmão direito (o transplante não lhe é indicado em função da anatomia do tórax) e obrigou uma gente de jaleco branco a rever tudo que pensava saber tem direito à felicidade.

Ele sabe disso. Tanto sabe, que faz planos. “O meu sonho é conhecer o Marcão (goleiro do Palmeiras).” Alguém duvida de que ele vai conseguir? A vida é engraçada. Um detalhe, perdido no meio de um texto, pode mudar a vida de alguém com a mesma velocidade de um gol. Daqueles que arrebentam a rede. Foi um golaço!
Marcelo Abreu
Correiobraziliense.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Casamento inédito será celebrado, na próxima semana, no Hemocentro

A escolha foi da própria noiva, que, após sobreviver a uma série de problemas devido à disponibilidade de doadores de sangue, resolveu comemorar a cura com uma cerimônia solidária.

Cilma Paula de Azevedo tem 37 anos e vai se casar. Partilha com outras noivas o mesmo sonho de um belo vestido branco e de selar um destino ao trocar alianças com o homem que ama. A partir daí, Cilma caminha só rumo ao dia do “sim.” As diferenças que a deixam fora do clube das noivas começam pelo fato de o casamento ter sido organizado em pouco mais de um mês, enquanto a praxe requer pelo menos um ano. Desconhecidos generosos e conhecidos leais ajudaram a mineira de Paracatu a materializar o sonho que requer mais recursos do que Cilma dispõe. Por fim, a principal singularidade das bodas de Cilma e do noivo, Francisco da Conceição de Carvalho, 49, é que a cerimônia será realizada na Fundação Hemocentro de Brasília, e a lista de presentes tem apenas um item: doação de sangue. Você se pergunta por quê? Só sabendo o início da história para entender.

A primeira mudança na vida de Cilma aconteceu em 16 de novembro do ano passado, quando ela perdeu o emprego devido a uma reestruturação na empresa em que trabalhava havia 13 anos. “Fiquei desnorteada. Eu tenho compromissos a pagar, não sabia o que ia fazer”, conta. Um mês depois, mais um revés: ela e Francisco sofreram um acidente de carro, que não deixou feridos, mas muitos estragos na lataria. O dinheiro que ela havia juntado a vida inteira não serviria ao propósito de conquistar algo perene, mas para pagar contas.

“Decidi que iria comprar alguma coisa para mim e lembrar o meu esforço”, diz. Em 15 de janeiro deste ano, ela e a amiga Nanci Sherata foram a um garage sale (bazar de utilidades do lar) e Cilma se encantou com uma poltrona. No dia seguinte, com o carro emprestado de um amigo, buscou o móvel e levou-o para casa, no Jardim Botânico. Estacionou na garagem e desceu para conversar com Nanci, que havia parado o carro em frente à casa de Cilma. “Esqueci de puxar o freio de mão. Fiquei exatamente entre os dois carros, conversando com ela pela janela do passageiro”, relembra. Francisco, notando a demora de Cilma em entrar, foi até a garagem e viu o carro descendo.

Ele só teve tempo de chamar a atenção de Cilma aos gritos. Sem reação, ela apenas se virou de lado, em vez de sair da direção, e acabou espremida entre os dois carros. Francisco e alguns pedreiros que trabalhavam na rua conseguiram remover o veículo, mas, entre o acidente e a chegada do Corpo de Bombeiros para o socorro, foram 25 minutos de agonia. “Sou voluntária da Cruz Vermelha e sabia que meu caso era grave. Não havia ferimento, mas eu sentia uma dor terrível”, afirma. Seu fígado havia sido esmagado.


Assistência
Cilma foi levada para o Hospital Regional do Paranoá, onde encontrou amparo e dedicação de um médico que fez o que pôde. A hemorragia havia levado o corpo de Cilma ao estado de choque. Coube às enfermeiras bombear 16 litros de sangue tipo B — 40 bolsas — para garantir que a paciente não viesse a falecer. “Se ninguém nunca tivesse doado sangue, eu teria morrido naquele momento. Alguém salvou a minha vida”, lembra, emocionada. Ela foi transferida para o Hospital de Base e, durante a operação para avaliar os estragos e estancar o sangramento no fígado, sofreu uma parada respiratória. Foi preciso fazer uma traqueostomia. Após a cirurgia, Francisco foi informado de que tinha poucos minutos para conseguir uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), indisponível no Base. Apesar de ter sido demitida, Cilma ainda dispunha de seis meses de plano de saúde, e foi esse suporte que a salvou.

Foram 33 dias na UTI de um hospital privado, sem poder falar e em estado crítico. A religião, que sempre fez parte de sua vida, foi fundamental. “Eu tinha que acreditar na fé, na cura. Via gente morrer todos os dias”, conta. Quando uma broncopneumonia foi diagnosticada, a cura, mais uma vez, veio pela transfusão de plaquetas do sangue. “Meus amigos, minha família, colegas de trabalho, instituições onde sou voluntária, o Corpo de Bombeiros e muitas outras pessoas fizeram uma verdadeira campanha de doação de sangue. Recebi muitas energias positivas” lembra. A ideia de se casar no Hemocentro veio nessa época. Sem poder falar, ela escreveu a proposta em um papel e o entregou a Francisco. Ele, claro, aceitou. “Francisco é meu herói. Ali, vi o quanto ele me amava”, declara.

A alta finalmente veio. Mas o bem-estar durou muito pouco. Em maio, ela voltou a sentir dores. Dessa vez os problemas eram no intestino. Foi submetida a outra cirurgia e, ao acordar, lá estava, novamente, em uma UTI. “Achei que não fosse ter forças. Não acreditei que tinha que passar por tudo aquilo de novo. Planejar o casamento foi o que me manteve firme.” A última batalha contra a doença veio após a alta, com uma forte infecção intestinal. Cilma chora muito ao narrar sua história. Conversando com a reportagem enquanto fazia a prévia da maquiagem de noiva, cortesia do Helio Diffusion de Coiffeur, ela batizou a sessão de “choroterapia.” Depois de tudo, triunfou um aprendizado: “As coisas materiais do dia a dia não podem se sobrepor ao valor da vida”, ensina.

Solidariedade
Os caminhos de Cilma e de Cristina Del’Isola, coordenadora do Movimento Maria Cláudia Pela Paz, se cruzaram no fim de maio. Cristina leu uma carta na qual Cilma pedia ajuda para realizar seu sonho de casar. “Aquilo me lembrou o princípio básico da vida da Maria Cláudia, que é valorizar, acima de tudo, a vida. Fiquei muito tocada”, diz Cristina. Todos os anos, o MMC busca realizar algum evento especial em 21 de julho, aniversário de Maria Cláudia, morta brutalmente em 2004. Este ano, é a vez de casar Cilma. Uma rede de parceiros foi acionada e a resposta veio da forma mais positiva possível.

Absolutamente toda a estrutura foi criada com doações de apoiadores. Desde o som até o coquetel. O vestido, o mais importante, foi doado ao MMC há quatro anos e nunca havia servido em ninguém. Caiu como uma luva em Cilma. “Era para ser dela”, comenta Cristina, que também vai casar a filha Maria Fernanda. “Espero que ninguém precise passar por uma tragédia na vida para acordar e ser um ser humano melhor. Hoje, tento fazer isso por mim e pela minha filha. É a forma que encontro de me oxigenar”, completa.

As cicatrizes no corpo de Cilma são grandes, mas ela repete o que uma amiga lhe disse: “Deus marca seus filhos para não os perder de vista”. Ela continuará a mobilizar as pessoas “por grandes causas da humanidade”, a começar por ajudar o próximo como preceito básico de vida. No dia 21, Cilma entrará de branco no Hemocentro, tornando-se a primeira noiva do local. De presente, espera ganhar muitas, muitas bolsas de sangue. Tipo: qualquer um é aceito. “É uma coisa tão simples, mas tão importante. As pessoas não sabem a repercussão que um ato desses tem. Um dia, você pode precisar do sangue de alguém assim como eu precisei”, atenta.

Qualquer um pode ajudar
Para doar sangue, é preciso:
» Ter boa saúde
» Não estar em uso de medicamento
» Ter entre 18 e 65 anos
» Pesar acima de 50kg

Se você se dispuser a doar, fique atento:
» Durma pelo menos seis horas na noite anterior à doação
» Não realize exercícios físicos antes
» Não consuma bebidas alcoólicas por 24 horas
» Não fume por pelo menos duas horas antes de doar

Onde fica
A Fundação Hemocentro de Brasília funciona no Setor Médico-Hospitalar Norte, Quadra 3, Conjunto A, Bloco 2. O atendimento é feito de segunda a sábado, das 7 às 18h. Maiores informações pelo telefone 3327-4424.

Ariadne Sakkis
Correiobraziliense.com.br

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os mil convidados do Arraial Solidário ajudarão creches e um abrigo de idosos


A quarta edição do Arraial Solidário, promovida na noite do último sábado pelo programa Correio Solidário, impressionava já na entrada. Moças simpáticas, com vestidos caipiras em verde e amarelo, dançavam empolgadas e davam boas-vindas aos mil convidados. Ao lado delas, um padre bem-humorado “abençoava” quem chegava ao espaço Marina Hall. Mais contido do que as colegas, ele até ensaiava alguns passos ao som de forró, mas logo se lembrava da batina e voltava a encarnar o personagem.

O clima animado contagiou quem decidiu se divertir e, ao mesmo tempo, fazer uma boa ação. O evento arrecadou recursos para 17 creches e um abrigo de idosos do Distrito Federal. “Três dias antes da festa, fico muito ansiosa e, quando chego, choro de emoção. É que me lembro da carinha das crianças e do quanto elas esperam da gente”, contou a presidente do Correio Solidário, Nazareth Teixeira da Costa.

Nazareth visita todas as instituições para verificar as necessidades e, posteriormente, para conferir se os recursos estão bem empregados. Além de reformar os espaços, o programa auxilia na construção de parques, bibliotecas, brinquedotecas e na compra de material escolar. “O objetivo é que as creches fiquem um brinco. É um notável trabalho de responsabilidade social e a festa é o ponto alto dos eventos. Sempre animada e prestigiada, já caiu no gosto dos brasilienses. Além disso, a decoração é cativante”, ressaltou o diretor-presidente do Correio, Álvaro Teixeira da Costa.

Correiobraziliense.com.br

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vira-lata tenta salvar cão atropelado e vira herói anônimo no Chile


São os animais dando exemplo às pessoas. Que legal!

Uma cena em Santiago, no Chile, comoveu milhares de pessoas nos últimos dias.

Um cachorro, aparentemente morador de rua, tentou salvar outro cão que havia sido atropelado em uma movimentada rodovia da capital do país.
As imagens da ação, ocorrida na última quinta-feira (4), foram captadas por câmeras de vigilância da estrada. A televisão chilena exibiu as cenas, que foram reproduzidas na internet (veja no Youtube).
Em meio a caminhões e outros veículos de grande porte, o cachorro se aproximou do animal atropelado e, com dificuldade, o arrastou para a margem da rodovia Vespucio Norte.
Rapidamente, funcionários chegaram e retiraram os dois animais. O cão vítima do atropelamento não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O "salvador", como um bom cão de rua, fugiu logo em seguida.
Folha.com.br