Coisas legais acontecem o tempo todo em nosso mundo. Por que cultivar assuntos tristes, pessimistas e violentos, se há tanta coisa interessante ao nosso redor? Por que não ter acesso a informações legais, iniciativas bacanas, notícias que mostram ações construtivas?

Este espaço busca reverter o "efeito noticiário" (aquela depressão que dá ao final de um telejornal, após lermos as manchetes na internet, ou após lermos um jornal qualquer). Aqui podem ser encontrados assuntos diversos que versam sobre temas
alegres, construtivos, leves, bons e divertidos.


Você tem alguma coisa legal para compartilhar? É só enviar o conteúdo para omundoelegal@gmail.com. Todos estão convidados a participar e ajudar a reverter o "efeito noticiário".

Você vai ver como o mundo é muito legal!

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ônibus ecológico começa a rodar em Curitiba (PR)

Um ônibus híbrido, bem menos poluente, começa a ser testado em Curitiba (PR). O "hibribus" usa um motor elétrico nas arrancadas e, ao ganhar velocidade, passa para o movido a diesel. As freadas também ganharam uma função extra, a de recarregar as baterias do veículo.

Novo ônibus ecológico fabricado pela Volvo arranca com motor elétrico e depois passa a usar motor a diesel

O modelo, com capacidade para acomodar até 80 passageiros, é de fabricação da marca Volvo e será testado durante três semanas na cidade.

Os contemplando com a novidade são os passageiros da linha Interbairros II, que atende os terminais Capão Raso, Campina do Siqueira, Cabral, Capão da Imbuia e Hauer. As viagens serão realizadas no horário aproximado das 5h até as 16h.

De acordo com a prefeitura, dependendo dos resultados preliminares, o "hidribus" pode ser fabricado na unidade da Volvo em Curitiba e integrado à frota regular durante a Copa do Mundo de 2014.

Folha.com.br

Estudantes se integram à Semana da Árvore e passam dia plantando mudas

No mês em que se comemora a Semana da Árvore, mãos miúdas sujaram-se de terra para ajudar no reflorestamento das margens do Rio Descoberto, em Brazlândia. Parecia brincadeira de criança, mas todos os pequenos estavam envolvidos com uma tarefa séria: a de preservar a vida. Na última terça-feira, diante de uma paisagem deslumbrante, com vista para os mais de 17 quilômetros quadrados de extensão do Lago do Descoberto, 67 meninos e meninas que moram e estudam na cidade plantaram aproximadamente 50 mudas de espécies nativas do cerrado. Foi apenas o começo. O Jardim Botânico de Brasília também preparou programação para celebrar a natureza.

Em Brazlândia, a intenção é completar 150 mil novas árvores em terrenos próximos à água, até o fim da época de chuva. O reflorestamento ocorre em uma área de 1.317,98 hectares, em uma faixa de proteção de 125 metros afastados das margens do rio. Entre as espécies escolhidas, há embaúbas, barus, ipês, aroeira e mudas de mandioca.

O projeto Descoberto Coberto, como foi batizada a ação, é uma parceria entre 73 produtores rurais, escolas públicas e particulares e Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa surgiu em 2009, quando o Ministério Público determinou a criação de um grupo de trabalho para evitar o assoreamento (1) do Descoberto. “É do Descoberto que saem 65% da água que abastece o DF. Por isso estamos aqui hoje para ajudar na sobrevivência”, explicou o estudante Gabriel Lemes, 9 anos, mostrando que fixou bem o conteúdo aprendido em sala de aula.

Educação
Professores dos colégios de Brazlândia, região do DF que acolhe a maior parte do rio, trabalham desde o início do ano para conscientizar os alunos sobre a importância de preservar a natureza. “Antes de vir até aqui, as crianças plantaram flores na escola. Aprenderam a fazer reciclagem e compostagem — usar restos como adubo agrícola. Falamos muito sobre queimadas também. Hoje, eles mesmos brigam com os pais se esses jogam cigarro em mato, por exemplo”, afirmou Michele Michetti, professora do 2º ano da Escola Classe do Incra 6.

Ao redor das árvores, os alunos plantaram diversas outras sementes. Cada uma cresce em um ritmo, em um sistema de cooperação e não de competição. “A proteção da natureza é muito importante, porque a gente precisa dela para viver. As árvores são a casa dos animais e ajudam a conservar a água também”, definiu Kelson Mikhail Barbosa, 7 anos. “Com mais árvores, vai chover mais. Se não plantarmos, não vamos ter oxigênio limpo”, alertou Lívia Elias Fidelis, 9.

Vários órgãos do DF participam do projeto coordenado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa). O diretor da Adasa, João Carlos Teixeira, ressaltou que a agência criou um plano especial para minimizar os impactos ambientais ocasionados pela rotina de seus trabalhos cotidianos, por meio da Agenda Ambiental-Adasa. Entre os participantes estão Caesb, Emater, Ibram e Terracap. Além do plantio de árvores, está em curso um programa integrado de educação ambiental. Agentes desses setores percorrem as escolas e as propriedades rurais para ensinar a adultos e crianças como manter no dia a dia ações que revertam o desmatamento, o processo erosivo e a sedimentação do rio.

1 - Perigo constante
O assoreamento é o acúmulo de sedimentos pelo depósito de terra, areia, argila e detritos, por exemplo, na calha de um rio. Com isso, a água pode secar e causar graves transtornos a quem precisa dela para viver.

Leilane Menezes
Correiobraziliense.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Especialistas sugerem uso de espelhos para gerar energia renovável

A energia solar concentrada, produzida por centrais dotadas de espelhos que refletem os raios de sol para acionar uma turbina, pode mudar o mapa energético mundial, segundo estimativas de cerca de 800 especialistas de mais de 40 países reunidos no seminário Solarpaces, realizado em Perpignan, ao sul da França.

Até 2050, este tipo de energia renovável poderá representar cerca de 10% da produção mundial de eletricidade, calcula a AIE (Agência Internacional de Energia).

Países do norte de África, Austrália, Índia, África do Sul, Espanha e Portugal poderão abrigar esse tipo de central, que necessita de muito sol, explicou Cédric Philibert, especialista da AIE.

Estas centrais, denominadas "termodinâmicas", são dotadas de espelhos móveis que concentram a energia solar na direção de um tubo preenchido com um fluído que se aquece. Este calor produz vapor d'água e aciona uma turbina.

Com a queda do preço dos materiais e o aumento do consumo de eletricidade, a energia solar concentrada poderá tornar-se competitiva a partir de 2020, afirmam os especialistas.

O Emirado de Abu Dabi terá, daqui a dois anos, a maior central solar desse tipo, com capacidade de 100 megawatts, um projeto realizado pelo grupo francês Total em parceria com o espanhol Abengoa no valor de 600 milhões de dólares.

Entre os países desenvolvidos, Espanha e Estados Unidos lideram o setor, com várias centrais em atividade e muitos outros projetos, segundo Philibert.

Já o os futuros fornecedores de eletricidade para a Europa poderão encontrar espaço no norte da África.

NOVOS GERADORES DE ENERGIA
Há alguns anos, um grupo de especialistas também lançou a ideia de que toda a eletricidade consumida no mundo poderia ser produzida por uma central solar com superfície equivalente a 1% do deserto do Saara.

Uma unidade já foi instalada no Marrocos e poderá produzir cerca de dois gigawatts; outra funciona no Egito. Há ainda projetos em discussão na Argélia.

Estas iniciativas fazem parte do Plano Solar Mediterrâneo (PSM), que prevê a construção, até 2020, de instalações de produção de eletricidade renovável, por exemplo, com energia solar, no sul e a leste da bacia mediterrânea.

Parte dessa produção seria exportada para a Europa, o que estimulou algumas empresas a estudar a possibilidade de desenvolver uma rede sob o Mediterrâneo que permitirá transportar esta eletricidade para o norte.

Existe já uma linha entre Algeciras (sul da Espanha) e Tânger (norte do Marrocos). No momento, a energia transita da Espanha para o Marrocos, mas no futuro a situação poder se inverter.

A França é pioneira nessa tecnologia, com a inauguração, em 1969, do forno solar de Odeillo, nos Pirineus, o equipamento desse tipo mais potente construído até hoje (1.000 kilowatts).

Folha.com.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fibra de crustáceos pode despoluir rios contaminados com metais pesados

Uma fibra retirada de crustáceos, como camarão e lagosta, pode ajudar a despoluir rios e lagos contaminados por metais pesados, de acordo com uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A fibra, chamada quitosana, é abundante na natureza e comumente usada pela indústria farmacêutica para outras finalidades.

"Ela é extraída da casca de crustáceos, como caranguejos, que são descartados pela indústria pesqueira", disse a pesquisadora Elaine Nogueira Lopes de Lima, que apresentou o trabalho como tese de doutorado em química.

Para extrair da água metais como cobre e chumbo, que podem contaminar animais e plantas nas proximidades, a quitosana é alterada quimicamente, ficando com capacidade de "aderir" a essses elementos.

"A quitosana é usada em forma de pó. Quando jogada na água, os metais grudam nas moléculas", disse Lima.

Em seguida, é feita uma filtragem para retirar o pó com metais pesados absorvidos.
O pó da fibra pode ser reutilizado depois de retirados os metais pesados.

Com os resultados positivos, a pesquisadora já planeja testar outras reações em misturas com quitosana, desta vez em fármacos. O objetivo é que o tratamento nos rios seja ampliado para substâncias tóxicas desta área.

MAURÍCIO SIMIONATO
Folha.com.br

Dados preliminares indicam queda recorde de desmatamento na Amazônia

O governo brasileiro trabalha com a indicação de que o desmatamento na Amazônia, no período 2009-2010, será o menor da série histórica, iniciada em 1977 --superando inclusive o resultado recorde verificado no período anterior, em 2008-2009.

O número oficial ainda está sendo processado pelo Prodes (Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas), sistema ligado ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e será divulgado em novembro. Mas o Ministério do Meio Ambiente já considera "viável" esperar algo entre 5.000 km2 e 6.000 km2 de área desmatada no período.

"É claro que temos de ser cautelosos, pois o resultado pode ser afetado por uma série de fatores. Mas pelos nossos cálculos, dá para falar de algo em torno de 5.000 a 6.000 km2", disse à BBC Brasil a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Se o número for confirmado, o país terá antecipado, para este ano, a meta de desmatamento prevista para 2015, de acordo com Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Pelas metas, o desmatamento na Amazônia Legal terá de cair para 5.000 km2 até 2017.

O Brasil já havia registrado queda recorde no desmatamento no período 2008-2009, quando as derrubadas somaram 7.400 mil km2.

FISCALIZAÇÃO
A estimativa de novo recorde foi feita com base nos dados do Deter, levantamento via satélite também ligado ao Inpe, que fornece dados de forma mais rápida, mas menos precisos que os do Prodes.

De acordo o Deter, que não "enxerga" áreas desmatadas com menos de 25 hectares, o desmatamento na região amazônica chegou a 2.294 km2 entre agosto de 2009 e julho de 2010 --uma redução de 48% em relação ao período anterior.

"O sistema do Deter nos permite ter uma ideia do que virá no Prodes, apesar de não haver uma relação direta. E também estamos considerando o fato de que a cobertura de nuvens foi menor no ano passado. Ou seja, podemos ter uma expectativa mais precisa", diz a ministra.

Segundo ela, os números indicam que a estratégia de fiscalização "funcionou". Uma das explicações está no uso de novas tecnologias que permitem detectar um maior número de áreas desmatadas, diz.

Mas a principal razão da queda, na avaliação de Izabella Teixeira, está na ideia de uma fiscalização maior sobre toda a cadeia produtiva.

"A ideia disso é fazer não apenas uma fiscalização dirigida ao desmatador, mas também ao fornecedor e à destinação. Fomos atrás não apenas do desmatador, mas também de quem processa. Assim, aquele que quer comprar começa a sair do jogo", diz.

DA BBC BRASIL
Correiobraziliense.com.br

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dica verde: o que fazer com as tampas de garrafas?

Aproveite as tampas de garrafá plástica para fechar saquinhos.

Uma ideia ecológica, para quem pensa nas pequenas ações que fazem a diferença na cultura da preservação do planeta!

Para selar um saco e torná-lo hermético!

Corte a garrafa de água descartável mantendo o gargalo e a parte superior



Insira o saco de plástico no gargalo e gire a tampa para fechar.



Esta é uma ótima idéia para compartilhar. Bom para nós e também para o meio ambiente.

Dica da Otimista Paula Costa

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Empresa italiana vai construir três parques eólicos na Bahia


O Enel Green Power, grupo da empresa de energia elétrica italiana Enel, venceu leilão para a construção de três parques eólicos para gerar um total de 90 megawatts na Bahia, informou nesta sexta-feira (3) em nota a companhia.

Com uma capacidade instalada de 30 MW cada um, Cristal, Primavera e São Judas, como se chamarão estes três parques, serão capazes de gerar mais de 390 mil MWh anuais, o que é igual ao consumo de aproximadamente 245 mil lares brasileiros e evitar a emissão de cerca de 270 mil toneladas de CO2 na atmosfera, acrescenta o Enel.

Os parques eólicos serão construídos na Bahia e, devido a sua situação semiárida, aproveitará os incentivos dirigidos ao desenvolvimento da infraestrutura, acrescentou a empresa.
Segundo a elétrica, os três parques eólicos começarão a operar na segunda metade do ano de 2013.

O Enel também adquiriu o direito a assinar um contrato de 20 anos para vender a eletricidade gerada das três fábricas através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica a um preço indexado a 100% da inflação brasileira.

"Este resultado é muito importante para nós, dadas as excelentes qualidades de nossos projetos em termos de produtividade, competitividade de custo e retorno sobre investimento," disse Francesco Starace, Presidente do Enel Green Power.

"Além disso, estamos reforçando nossa presença no Brasil, [...] expandindo também nossa atividade na geração de energia. O Brasil é um grande mercado com recursos renováveis abundantes, e com uma demanda de energia que reflete uma economia em contínuo desenvolvimento", acrescenta Starace.

DA EFE, EM ROMA
Folha.com.br

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

UFRJ desenvolve ônibus movido a hidrogênio

O Brasil entra definitivamente na corrida por transportes coletivos sustentáveis e não poluentes com o desenvolvimento de um ônibus movido a hidrogênio a partir de tecnologia totalmente nacional. Até então, o país já havia desenvolvido um veículo similar, porém com tecnologia mista — brasileira e alemã. O ônibus, criado pelo Instituto Alberto Luís Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), será uma das opções de transporte na capital fluminense durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto conta com parceria da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

O que diferencia o veículo de outros similares que já circulam em lugares como a Europa, por exemplo, é que suas pilhas a combustível podem ser abastecidas tanto com hidrogênio(1) como por meio da rede elétrica comum. Além disso, o ônibus é equipado com um sistema capaz de transformar a energia liberada durante as freadas em eletricidade (veja arte).

O sistema de recuperação de energia cinética é o mesmo utilizado nos carros da Fórmula1. A diferença é que, nessa modalidade do automobilismo, ele serve para aumentar a velocidade, enquanto, no ônibus, é utilizado para ampliar a eficiência energética e economizar combustível. “A energia elétrica convertida por esse sistema é lançada no motor, que acaba economizando o hidrogênio a bordo”, explica Paulo Emílio Valadão de Miranda, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe. Por conta desse mecanismo de abastecimento, o coletivo não precisa ter uma pilha a combustível enorme nem consumir tanto hidrogênio para se deslocar.

Como resultado, o ônibus híbrido tem uma eficiência energética muito maior que a dos convencionais a diesel. Além disso, ele não emite poluentes. Segundo Miranda, o único resíduo lançado no ar pelo veículo é o vapor d’água, oriundo da reação eletroquímica da pilha a combustível, alimentada de hidrogênio e oxigênio proveniente do ambiente. “Parte desse vapor d’água é condensado e aproveitado no sistema de umidificação das pilhas a combustível”, esclarece o coordenador do laboratório. Outro destaque é a ausência de ruído. Por ter tração elétrica, o ônibus a hidrogênio não faz barulho nem dá solavancos no momento da partida, como os coletivos a diesel.

O hidrogênio que abastece o ônibus fica armazenado em dois cilindros com um tubo interno de alumínio, revestido por um polímero de alta densidade e amarrado com fibras de carbono. “Com isso, tem-se cilindros leves, mas que permitem o armazenamento de hidrogênio até 350bar, uma pressão mais elevada do que a usada normalmente”, explica o professor da Coppe. O ônibus carrega 15kg de hidrogênio nos dois cilindros, o que lhe dá uma autonomia de 300km.

Por enquanto, a Coppe produziu um protótipo do veículo para rodar pela Cidade Universitária, transportando alunos, professores e funcionários. Segundo Guilherme Wilson, gerente de operações da mobilidade da Fetranspor, a maior qualidade do projeto é sua natureza nacional de desenvolvimento. “É um projeto feito essencialmente por engenheiros brasileiros, dentro da universidade, com resultados já bastante impressionantes”, comenta. Wilson diz que a expectativa do setor é testar sua robustez em operações diárias e reais de transporte coletivo de passageiros. “Isso está previsto para 2011”, acrescenta.

CustosEm termos de custo, segundo Miranda, para se fabricar um veículo como o da UFRJ, gasta-se menos da metade do que na produção de um similar europeu. “Isso se dá por conta da tecnologia do sistema híbrido de tração elétrica e produção de energia”, destaca. Porém, comparado ao ônibus a diesel comum, o movido a hidrogênio é mais caro. No entanto, a estimativa de Paulo Emílio é que essa diferença desapareça a partir da produção em escala. “Por enquanto, é só um protótipo e não dá como comparar com a produção. No entanto, se formos projetar a produção desse veículo em larga escala, como o ônibus a diesel, a diferença de preço diminui consideravelmente. Além disso, ele tem a vantagem sobre sua operação e manutenção, que são mais baratas do que os ônibus movidos com combustível fóssil”, afirma.

Neste momento, os pesquisadores fazem diversos testes, recolhendo dados de operação para, a partir daí, projetarem o que eles chamam de um cabeça de série. Ou seja, o veículo pronto para a comercialização ou para a industrialização em larga escala. “São mais detalhes de refinamento de controles e reposicionamento de equipamentos. O sistema como um todo funciona muito bem, mas temos a mania de refinar as coisas”, diz o coordenador do projeto. A perspectiva é que, nos próximos anos, possam ser produzidas pequenas frotas do ônibus a hidrogênio.

1 - Fácil obtenção
O hidrogênio não é um combustível primário como é o petróleo, por exemplo. A vantagem é que ele pode ser produzido a partir de muitas matérias-primas e por meio de processos distintos. Por exemplo, a partir da eletrólise da água e de qualquer biomassa, como resíduos da agropecuária, de esgotos e resíduos industriais, ou ainda de metano oriundo de biogases, como aqueles produzidos em aterros sanitários.

Silvia Pacheco
Correiobraziliense.com.br

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Idéias sustentáveis!!! Vejam que criatividade!

HOTEL OFERECE REFEIÇÕES DE GRAÇA PARA QUEM ESTIVER DISPOSTO A GERAR ELETRICIDADE


O Crown Plaza Hotel, em Copenhague, Dinamarca , oferece uma chance para quem quer fazer uma boa refeição sem deixar de cuidar do planeta. O hotel disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de eletricidade para os hóspedes voluntários. Cada um deles deve produzir pelo menos 10 Watts/hora de eletricidade aproximadamente 15 minutos de pedalada para um adulto saudável. Após o exercício, o hóspede recebe um generoso vale-refeição: 26 euros, aproximadamente 60 reais.

BAR CAPTA ENERGIA PRODUZIDA PELA DANÇA DE SEUS FREQUENTADORES


Todas as luzes e os sons de uma balada gastam uma quantia considerável de eletricidade. Pensando nisso, o dono do Bar Surya, em Londres, refez o chão da pista de dança de seu estabelecimento e o revestiu com placas que, ao serem pressionadas pelos frequentadores do lugar, produzem corrente elétrica. Essa energia é então usada para ajudar na carga elétrica necessária à casa. Andrew Charalambous, o visionário dono do bar, diz que a eletricidade produzida pela pista modificada representa 60% da necessidade energética do lugar.

BORDEL OFERECE DESCONTO AOS CLIENTES QUE FOREM DE BICICLETA


Uma casa de diversão adulta encontrou uma maneira de atrair mais frequentadores, espantando a crise econômica, e ainda ajudar a frear as mudanças climáticas globais. Quem chega de bicicleta, ganha desconto. Segundo Thomas Goetz, dono do bordel Maison Denvie, a recessão atingiu em cheio os negócios. Consumidores que foram ao bordel pedalando, ou que provarem ter utilizado um meio de transporte público, recebem 5 euros de desconto sobre os tabelados 70 euros (mais de 150 reais) para 45 minutos.

EMPRESA CRIA IMPRESSORA QUE NÃO USA TINTA NEM PAPEL


Quem disse que uma impressora precisa de tinta ou papel para existir? Conheça a Impressora PrePean. Diferente das convencionais, ela utiliza uma peça térmica para fazer as impressões em folhas plásticas feitas especialmente para isso. Além de serem à prova dágua, elas podem ser facilmente apagadas. É só colocá-las novamente na impressora que, através de outra temperatura, a próxima impressão ficará no lugar da anterior. A mágica faz com que apenas uma dessas folhas possa ser utilizada mil vezes.

UNIVERSIDADE CONSTROI TELHADO VERDE


O Design Verde é uma tendência da arquitetura moderna, e não estamos falando apenas da cor, mas sim de locais como o prédio de cinco andares da Escola de Arte, Design e Comunicação da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. A construção conta com uma cobertura vegetal e sua forma orgânica se mistura com a natureza onde está inserida. Os telhados revestidos de grama servem como ponto de encontro informal, além de ajudar no equilíbrio térmico do edifício e na absorção da água da chuva.

DESIGNER CRIA PIA QUE UTILIZA ÁGUA DESPERDIÇADA PARA REGAR PLANTA


Feita de concreto polido, a Pia batizada de Jardim Zen possui um canal que aproveita a água utilizada na lavagem das mãos para molhar uma planta. Criado pelo jovem designer Jean-Michel Montreal Gauvreau, a pia vem em bacia dupla ou modelo simples. Se você está preocupado eu ensaboar toda a sua plantinha, relaxe. Uma peça no início do canal drena o liquido e só deixa água sem sabão escorrer até a planta.

DESIGNER CRIA CHUVEIRO QUE O OBRIGA A SAIR QUANDO JÁ DESPERDIÇOU MUITA ÁGUA


O designer Tommaso Colia criou uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante (é, você mesmo!). O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos como tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água. Cerca de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho seis vezes mais do que a iluminação doméstica, por exemplo.

DESIGNER CRIA INTERRUPTOR QUE MUDA DE COR PARA ENSINAR CRIANÇAS A ECONOMIZAR ENERGIA


Tio é o nome do interruptor em forma de fantasma que avisa, através de sutis luzes, há quanto tempo a lâmpada está acesa. Até uma hora, a expressão do fantasminha é feliz e a luz do interruptor permanece verde. Se a luz é deixada ligada por mais de quatro horas, ele se assusta e fica amarelo. Já se o morador da casa se atreve a deixar a luz acesa por mais de oito horas, o até então amigável fantasma se zanga e fica vermelho. Com o auxílio visual e tátil, espera-se que as crianças comecem a tomar consciência do desperdício de energia logo cedo, e de uma maneira divertida.

EMPRESA CRIA GRAMPEADOR SEM GRAMPOS PARA EVITAR POLUIÇÃO


Grampos de grampeador são tão poluentes que uma empresa decidiu criar um novo modelo do produto, sem grampos! Em vez dos grampos a que todos estamos acostumados, ele recorta pequenas tiras de papel e as usa para costurar até cinco folhas de papel juntas. Se você se empolgou com a ideia, pode encomendar esses grampeadores personalizados para que sua empresa se vanglorie de contribuir para um mundo livre grampeadores com grampos.

DESIGNER CRIA CARREGADOR DE IPHONE ALIMENTADO POR APERTO DE MÃO


Eis uma invenção que dará uma mão na economia de energia. Carregue seu iPhone com um aperto de mão! O conceito foi chamado de You can work.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Londres inaugura hoje programa de aluguel de bicicletas públicas


Um programa de aluguel de bicicletas públicas começou a operar nesta sexta-feira na capital britânica, Londres.

Até agora, mais de 11 mil pessoas se registraram para usar as 5.000 bicicletas que estão sendo disponibilizadas em estações especiais em vários locais da cidade.

A organização Transport for London (TfL), que coordena o transporte da capital, disse que mais de 12.450 chaves foram entregues para que os londrinos que se cadastraram possam destrancar as bicicletas deixadas em mais de 330 estações.

Várias pessoas pediram mais de uma chave. Os ciclistas precisam ativar as chaves pela internet ou pelo telefone para poder retirar as bicicletas.

As chaves custam 3 libras (R$ 8) e o aluguel das bicicletas varia de uma libra (R$ 2,7) por uma hora de uso até 50 libras (R$ 137) por 24 horas.

A TfL e a operadora Serco, que coordena o programa, esperam expandir o aluguel das bicicletas para usuários não registrados em um mês.

da BBC Brasil
Folha.com.br

sexta-feira, 23 de julho de 2010

É possível planejar o jardim de forma sustentável e garantindo equilíbrio térmico


Melhorar a qualidade de vida por meio da transformação criativa do uso dos espaços, minimizar as variações do clima, utilizando a vegetação para reduzir a insolação e a carga térmica ou para aumentar a permeabilidade do solo. Esse são alguns benefícios do planejamento de um jardim residencial. Além disso, os arquitetos esclarecem que o paisagismo integrado à arquitetura pode minimizar efeitos de ilha de calor e reduzir as necessidades de gastos com ar condicionado.

Os profissionais Ângela Lucena e Ortiz e Herbert Ortiz, da Casa de Projetos, explicam que os resultados esperados na implementação dos jardins residenciais são espaços harmoniosos e mais funcionais, acolhedores e esteticamente agradáveis, com o intuito de incentivar a interação do homem com a natureza, reduzindo a pressão e o estresse. Segundo eles, os jardins podem também contribuir bastante para proporcionar equilíbrio térmico às construções.

Além disso, um item importante que deve estar presente nos projetos é a sustentabilidade. Os profissionais do escritório ressaltam que o cuidado com a utilização dos recursos naturais deve ser parte integrante do processo de criação, com os objetivos básicos de evitar ou minimizar os impactos sobre a natureza, conservar os ecossistemas, utilizar recursos renováveis, reciclar resíduos e valorizar o potencial humano.

Dicas
Para conseguir planejar um jardim que atenda a todas essas necessidades, os arquitetos dão algumas dicas. Primeiramente, é necessário elencar as necessidades e desejos de quem vai usufruir o espaço. Será uma área de descanso e contemplação? Ou para praticar atividades esportivas? As crianças poderão brincar no local? É preciso analisar, em seguida, qual o espaço disponível para montar o jardim, se já há vegetação no local, se será fora ou dentro da casa, se o solo fica sobre uma laje.

Os cuidados quanto à manutenção também devem ser pensados com antecedência, pois, se o morador não tiver tempo para cuidar do próprio jardim, por exemplo, precisará de algo mais prático e fácil de cuidar. Para isso, também é importante saber qual a incidência de sol no local e se será possível captar água da chuva. Deve ser levado em conta, ainda, o valor que poderá ser investido, para analisar a possibilidade de colocar sistemas de irrigação, iluminação e até de automação do jardim.

Correioweb.com.br

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ONU aposta na produção de mamona como biocombustível

Duas organizações das Nações Unidas ligadas à agricultura apostam no potencial do cultivo da Jatropha curcas, conhecida também como mamona da América, para produzir biocombustível e beneficiar os agricultores pobres.

Em um relatório publicado nesta quinta-feira (22), a Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) analisam a utilidade da mamona, à qual definem como um "cultivo promissor".

Para estas organizações, a Jatropha curcas cresce "razoavelmente bem em zonas áridas e em solos degradados de utilidade marginal para a agricultura" e "pode ser transformada em um biodiesel menos contaminante do que o de origem fóssil a fim de oferecer às famílias rurais pobres um combustível para produzir luz e cozinhar".

"Ao contrário de outros biocombustíveis importantes, como o milho, a mamona da América não é utilizada como alimento e pode ser cultivada em terras degradadas, onde não crescem plantas alimentícias", diz o relatório.

Pequenos
O texto completa: "A produção deste cultivo permitiria obter rendimentos em particular aos pequenos agricultores, aos moinhos de oleaginosas terceirizados e aos membros de plantações comunitárias ou aos trabalhadores das plantações privadas que o produzem".

Há uma ressalva, no entanto. A maior parte da mamona cultivada na América hoje é tóxica, um risco à saúde humana e impede o uso das sementes como alimento ao gado.
Daí a necessidade de apoiar a pesquisa para obter variedades melhores e não tóxicas.

Em 2008, foi semeado na América 900 mil hectares no mundo todo, dos quais 760 mil na Ásia, 120 mil na África e 20 mil na América Latina, e estima-se que para 2015 haverá cultivos de mamona da América em 12,8 milhões de hectares.

Aprevisão é que o maior país produtor da Ásia será a Indonésia; na África, os principais produtores serão Gana e Madagascar, e Brasil será o líder na América Latina.

DA EFE, EM ROMA
Folha.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

Servidor aposentado quer transformar gramado entre 110 e 111 Norte num paraíso para aves

Ao longo dos últimos sete anos, o gramado vazio que separa as quadras 110 e 111 Norte ganhou formas e tons naturais. Daqui a mais sete, terá novas cores e cheiro de frutas diferentes. O responsável pela mudança é o servidor público Geraldo Domingues Vargas, 56 anos. Com a ajuda da mulher e de vizinhos, ele plantou cerca de 200 árvores nativas e frutíferas no local. “Quando planto, eu sinto que estou me renovando, é como se estivesse adquirindo mais alguns anos para viver no futuro. Se cada planta me agregar dois anos a mais, estou satisfeito, já que minha meta é viver até os 120”, brinca.

Sapoti, ingá, mogno, embaúba, pequi, bambu, pau-brasil e ipê são alguns dos exemplares que fazem parte do bosque de Geraldo. Ele dedica boa parte do seu tempo ao cuidado das plantas. Às 6h30, já está de pé para regá-las. Toma o cuidado em manter o local sempre limpo, com a retirada de lixo e entulho que as pessoas jogam no local. Trabalho árduo diário que não incomoda o mineiro de Carmo do Paranaíba, município próximo a Pato de Minas. “Pelo contrário, me faz bem. Em vez de fazer exercícios na academia, cuido da minha saúde aqui”, explica ele.

Tudo começou em 2003, quando Geraldo decidiu dar uma forcinha para a mulher, Maria das Graças, 56 anos — que, sem sucesso plantara um pé de jenipapo na área verde em frente ao bloco onde o casal mora na 111 Norte. “Ela fez um buraco raso com uma faca e a muda quase morreu. Foi então que comprei ferramentas, fiz uma cova funda e transplantei o jenipapo”, relembra. Além dessa muda, que vingou, Maria tentou plantar uma outra espécie, que não resistiu. “Esqueci qual era.”

Quatro anos mais tarde, em 2007, o mineiro resolveu preencher o vazio entre as quadras 110 e 111 Norte. Foi à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e comprou 54 mudas de árvores nativas e frutíferas. “Foi pensando nos passarinhos que escolhi plantar pés de amora, seriguela, jabuticaba, manga.” Segundo o síndico do prédio onde Geraldo mora, cerca de seis espécies de pássaros visitam a área verde cultivada pelo servidor público. Beija-flor, tico-tico, bem-te-vi, sabiá e joão-de-barro são algumas delas. Da varanda do seu apartamento, no 4º andar, Geraldo consegue ouvir o canto das aves. “As frutas são para atraí-los para o nosso convívio e alimentá-los”, reforça.

Reforço
Em 2009, o gramado ganhou mais 30 árvores. Dessa vez, o mineiro comprou mudas de pau-brasil e de pequi em grande quantidade. O cerrado também está representado por outros exemplares, como jatobá, embaúba e mangabeira. Todas as mudas foram plantadas pelas mãos de Geraldo. Mas ele não está sozinho. O que não falta são pessoas solidárias à causa do amante da natureza. É o caso de Luiza Jaques, 9 anos, vizinha de Geraldo. Apesar da pouca idade, a menina tem ciência da importância da iniciativa dele. “Eu acho muito legal porque ele ajuda o meio ambiente. Gosto de ver as árvores crescendo e ajudei a plantar um pau-brasil e um ipê roxo”, conta a garota. “Os vizinhos, de modo geral, acham muito positiva a iniciativa. Quem sabe daqui a uns anos vamos ter um belo bosque aqui?”, estima Geraldo.

Cada uma das 200 mudas carrega uma história diferente. Um cajueiro, por exemplo, foi trazido de Morro de São Paulo, na Bahia, pelo síndico do prédio onde Geraldo mora. Uma vizinha trouxe um exemplar de sapoti de Minas Gerais. A primeira mangueira do gramado foi plantada em homenagem a um dos dois filhos do casal. Em meio a tantas belezas e histórias, Geraldo fica indeciso na hora de apontar qual é a sua preferida. Uma hora são os pequizeiros, outra é o pé de mangabeira, que teima em crescer. “Ela é custosa, mas é especial. É o meu xodó. Daqui a uns 15 anos vou vê-la imensa”, acredita.

Muitas outras pessoas estão querendo participar do bosque de Geraldo. “Mas não há mais espaço. Temos que pensar quando as árvores estiverem grandes. Só dá para trocar uma muda quando outra não resiste. Agora é esperar as árvores crescerem e começarem a dar flores, frutas e sombra. A cada ano vai estar melhor, e daqui a 10 anos vai estar um espetáculo”, prevê.

Dicas de Geraldo
* Dê preferência a mudas que tenham mais de um ano de viveiro. “Plantas com mais tempo de vida têm uma chance maior de desenvolver”, ensina o jardineiro
* Escolhida a muda, cave um buraco que ultrapasse a terra compactada da superfície. “Geralmente dá um metro de profundidade”, estima
* Depois de colocar a planta, nivele a cova com terra
* Imediatamente regue e adube a árvore. “Gesso ou calcário são importantes para corrigir a acidez do solo. Já no caso do pequi, não é necessário”
* Regue de dois em dois dias. “Prefiro molhar pela manhã, mas o ideal é regar no horário que dá. O que não pode é a planta ficar sem água”
* Nesta época fria, tenha cuidado para não molhar a muda em excesso. “A planta pode apodrecer”
* Mantenha o local ao redor da planta limpo
* Fique atento a insetos e pragas. “Na medida do possível, retiro manualmente, mas só no caso de o bicho ser prejudicial a planta”

Mariana Sacramento
Correiobraziliense.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Bahia terá parque eólico


O grupo industrial francês Alstom e a empresa brasileira de energias renováveis Desenvix, filial de Engevix, anunciaram nesta sexta-feira a assinatura de um contrato de 100 milhões de euros (R$ 223,71 milhões) para construir um parque eólico na Bahia (nordeste), que vai gerar 90 megawatts.

As operações devem começar em julho de 2011. Está é a primeira incursão da Alstom no mercado eólico brasileiro.

Chamado de Brotas de Macaúbas e com três ramificações (Macaúbas, Novo Horizonte e Seabra), o complexo vai ter 57 aerogeradores com uma capacidade de 1,67 megawatt cada. As peças principais serão fabricadas na Espanha e no Brasil.

O contrato anunciado hoje é resultado de um protocolo de acordo assinado em 2009 entre o grupo francês e o governo da Bahia para a instalação em Camaçari de uma fábrica de montagem de aerogeradores.

Folha.com.br
DA REUTERS, EM PARIS

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Placar da saúde marca: bicicleta 9 x 0 Carro

Essa deve surpreender muita gente: uma pesquisa revelou que é mais saudável se deslocar nas cidades de bicicleta do que de carro - mesmo levando em conta o risco de acidentes fatais. O estudo holandês indica que as vantagens de pedalar podem ser nove vezes maiores que os riscos de acidentes de trânsito e e exposição à poluição.

Ciclistas vivem em média de 3 a 14 meses a mais por causa da atividade física, perdendo potencialmente de 0,8 dia a 40 dias de vida por causa da poluição e 5 a 9 dias por causa de acidentes fatais. A vantagem se estenderia para toda a comunidade, que ganharia com a redução na poluição equivalente a 500 mil viagens de carro por dia.

Mesmo em países como a Grã-Bretanha, que tem um número mais alto de mortes de ciclistas no trânsito, as vantagens ainda seriam sete vezes maiores que os riscos, segundo os pesquisadores holandeses.

Para chegar às conclusões, eles dissecaram estudos internacionais sobre os riscos da exposição a poluentes de automóveis, acidentes de trânsito e benefícios proporcionados por exercícios físicos (pedaladas de 7,5 km a 15 km por dia).

Se por um lado, estima-se que ciclistas absorvam duas vezes mais poluição ao respirar do que motoristas e sejam mais vulneráveis a acidentes de trânsito, por outro, a prática de exercícios moderados pode aumentar a expectativa de vida em até 50%.

No artigo publicado na revista científica Environmental Health Perspectives (EHP), os estudiosos destacam que nos países em desenvolvimento podem ser outros quinhentos, já que a poluição atmosférica e os riscos de acidentes tendem a ser maiores.

Na minha experiência de quase duas décadas pedalando nas ruas do Rio de Janeiro e de Londres, sou obrigado a reforçar o alerta: o risco de trocar o metrô, õnibus ou o carro por uma bicicleta no Rio, São Paulo ou outra capital brasileira pode ser grande demais.

Principalmente, quando o ciclista é obrigado a dividir a rua com carros, caminhões e ônibus - guiados por motoristas extremamente agressivos - e em boa parte do tempo dentro de uma nuvem de poluição.
Eric Camara
BBC Brasil

Avião solar faz voo histórico de 25 horas na Suíça


Um avião experimental que funciona com energia solar decolou no início da manhã desta quarta-feira de um aeródromo na Suíça para um voo de 25 horas, um teste da capacidade do aparelho de voar à noite, após ter as baterias carregadas durante o dia.

O Solar Impulse partiu da pista em Payerne, no oeste da Suíça, alcançando 35 km/h antes do piloto Andre Borschberg executar a operação de decolagem às 6h51 (1h51 no horário de Brasília).

O avião tem uma envergadura similar a de um Airbus A340 (63,4 metros de comprimento), mas que não pesa mais que um carro (cerca de 1.600 quilos).

Ele tem como única fonte de energia 12 mil células fotovoltaicas que cobrem suas asas e alimentam os quatro motores elétricos, com potência de 10 cavalos de força cada. Também permitem recarregar as baterias de lítio polímero de 400 kg.

O aparelho demonstrou funcionar bem durante o dia, com onze voos curtos bem sucedidos, o primeiro deles em 7 de abril passado.

Agora precisa ser aprovado no teste noturno, para testar a capacidade das baterias de serem carregadas suficientemente durante o dia e alimentar o avião durante horas sem sol --crucial para seu uso seguro em voos comerciais e em longas distâncias.

DA FRANCE PRESSE, EM PAYERNE (SUÍÇA)

domingo, 4 de julho de 2010

Bicicleta vira carrinho de supermercado em cinco passos

Além de ajudar a manter a forma e não poluir o meio ambiente, o modelo evita roubos, já que acompanha o dono dentro das lojas.

Pedalar até o supermercado e fazer compras usando um único equipamento é a nova criação de um designer, que juntou as duas coisas numa só peça. A bicicleta Ville, da Cannondale, tem duas cestas, uma na frente e outra atrás, para carregar compras. Mas ao se dobrar, a bicicleta se transforma em carrinho de supermercado.

O equipamento foi pensado em todos os detalhes, inclusive segurança. Rodinhas com freio permitem controlar o movimento, sem qualquer risco.

Outra vantagem é que o dono não precisa se preocupar em estacionar e prender sua bicicleta para evitar roubos – já que ela vai para dentro do mercado.

Criado pelo designer sul-coreano Hyuk-Jae Chang, a bicicleta dobrável Ville ganhou a medalha de bronze no IDEA Design Awards 2010. Por enquanto, a bicicleta/carrinho ainda é um protótipo e não há data para entrar em produção.


Por Época NEGÓCIOS Online

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lixo?! Não, decoração!


Na quitinete do estudante de arquitetura Luis Eduardo Sarmento, 21 anos, clássicos não têm vez. Tampouco aqueles móveis branquinhos, tinindo, saídos das mais descoladas lojas de decoração da cidade. “Quando me mudei para cá, há três anos, minha mãe queria que eu comprasse móveis. Eu não queria nada, aí comprei tudo branco, só o necessário. Pô, sou arquiteto, achei que tinha que usar isso a meu favor. Aí comecei a mudar o cenário”, conta. Aos poucos, os básicos que ele tinha em casa foram dando lugar às próprias criações. Tudo por lá tem um significado, uma história e uma função — mesmo que seja só decorativa, afinal, trata-se da casa de um arquiteto. Detalhe: quase tudo o que integra o ambiente foi, um dia, lixo ou estava pronto para ser descartado.

Da escrivaninha, feita com restos de uma mesa, passando por uma cama e uma porta velhas, aos porta-canetas feitos de latas que guardam as réguas e canetas coloridas do estudante, tudo estaria acumulado em depósitos não fosse a criatividade de Luis Eduardo. Nem a geladeira escapou ilesa — ganhou formas geométricas coloridas imantadas. “Eu mudo de lugar quando quero e as outras pessoas que vêm aqui também podem mexer. É interativo”, explica. A cortina bege já estava lá quando ele se mudou. Mesmo assim, o estudante arrumou um jeito de deixá-la com seu jeito. Restos de chita que sobraram da decoração de uma festa da faculdade foram adicionados. “Eu gosto do colorido. É uma brincadeira com o limite entre o que é cafona e o que é bonito”, justifica. E lembra a ideia dos murais? Pois ele tem dois em casa que não custaram nem um centavo. O primeiro, de fotos, é uma placa de metal de uma antiga mesa. O segundo é a própria parede, na qual os amigos escrevem poemas e recados.

Carolina Samorano
Correiobraziliense.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mais informações sobre casas feitas com garrafas PET


Atendendo a pedidos, o nosso blog foi atrás de mais informações sobre as casas feitas com garrafas PET. Nossos colegas do super blog http://www.mdig.com.br/ descobriram mais detalhes sobre a técnica de construção super inovadora, legal e sustentável que publicamos aqui no dia 31 de Maio.

Com todos os devidos créditos a eles, publicamos aqui as informações mais detalhadas sobre esta nova tecnologia de construção. Estas informações são acompanhadas por muitas e variadas fotos. Acompanhe abaixo a reprodução das informações e veja que legal é esta ideia!!!

Como é a temperatura em uma casa feita com garrafas PET?
Em geral pode-se dizer que é um desenho bioclimático, o que significa que quando estiver frio lá fora, dentro será quente e vice-versa.

Quanto custa construir uma casa com garrafas PET em relação a construção convencional?
Normalmente podemos dizer que o custo baixa entre 40% e 60 %, com respeito ao preço da construção tradicional, dependendo do tipo de obra que estamos construindo.

Que tipo de garrafas podem ser usadas?
Em geral pode-se usar todo tipo de garrafas plásticas, o único segredo é ter a quantidade suficiente para terminar a obra. Podem ser usadas diferentes garrafas em uma obra, mas não devem ser misturadas na mesma parede.

Como construímos as colunas e qual a proporção da mistura?
Nas colunas podem ser usadas garrafas de 500 ou 600 ml formando um círculo de 11 garrafas. No centro amarramos entrelaçadamente os gargalos com sisal ou nylon. A mistura pode ter uma proporção de 1:6:0,5 (1 de cimento, 6 de areia e meia de cal), mas muitos projetos mais simples usam somente barro para construir as paredes e colunas.

Como se amarram as garrafas em uma parede?
Usa-se sisal ou fios de nylon normalmente utilizado na agricultura. Devemos amarrar cada garrafa entre si como se fosse uma rede tanto nos gargalos quanto na base da garrafa . A base é entrelaçada dando uma volta com o laço quando a colocamos. Nos gargalos, igualmente, damos uma volta de modo a entrelaçar umas com as outras em uma forma losangular.

Qual a proporção da mistura das paredes?
Nas paredes são usadas normalmente uma mistura de terra com calcário/barro muito similar a argila onde ainda pode ser acrescentada a palha de arroz. A proporção é de 1:6:1 (1 de cimento, 6 de argila e uma de cal). Esta mistura com o cal e cimento serve para evitar problemas em épocas de chuva.

A mistura pode ser ainda a mesma usada para fazer as colunas com uma proporção de 1:6:0,5 (1 de cimento, 6 de areia e meia de cal). Para a construção de cabanas pode se utilizar a mistura com a proporção de até 1:10:0,5 (1 de cimento, 10 de terra e meia de cal).

Como as garrafas são preenchidas?
Usa-se um funil que pode ser feito com o gargalo de uma garrafa menor. Para enchê-las podem ser utilizados quaisquer sólidos como terra, areia, palha de arroz ou trigo e inclusive resíduos de compostagem. O importante é que quanto mais seco é o material, mas fácil se enchem as garrafas.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Carro solar corta maior estrada de gelo do mundo

O brasileiro Marcelo da Luz, que começou há dois anos uma volta pelo continente americano a bordo de um carro solar, conquistou mais um feito. Acaba de rodar com sua máquina, o XOF1, pela estrada de gelo mais longa do mundo. Ele partiu de Ynuvik e foi até Tukyoyaktu, duas cidades do Canadá perdidas na extensa planície de gelo do norte do continente americano. O XOF1 resistiu ao clima inóspito e à baixa incidência de raios solares da região e percorreu cerca de 150 quilômetros.

Agora, Luz planeja sua chegada até o Brasil. A viagem é ambiciosa. Será preciso cortar todo o continente usando apenas a energia que vem do Sol. Mas Luz acha que vale o risco: o feito lhe ajudará a mostrar como é possível rodar por aí usando fontes de energia renovável e que não emitem gás carbônico.

Marcela Buscato

http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/06/10/carro-solar-corta-maior-estrada-de-gelo-do-mundo/