O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou a ex-presidente do Chile, Michele Bachelet, para chefiar a nova entidade das Nações Unidas, ONU-Mulheres.O anúncio foi feito nesta terça-feira em Nova York.
Assembleia Geral
Ao lado da vice-secretária-geral, Asha-Rose Migiro, Ban disse que Michele Bachelet trará para o cargo muita experiência, liderança global e estatura internacional. Para Ban, a entidade especializada em mulheres deve ajudar a alcançar as esperanças de milhões de mulheres e meninas em todo o mundo.
A nova entidade é uma fusão de quatro agências e fundos da ONU especializados em gênero incluindo o Unifem. O novo órgão foi aprovado pelas Assembleia Geral das Nações Unidas em julho.
O objetivo é acelerar o processo de empoderamento e autonomia das mulheres. Para Ban, juntar as quatro agências e fundos ajudará a reforçar a voz feminina numa discussão global. O ONU-Mulheres começará a operar com um orçamento de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 850 milhões.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Dica verde: o que fazer com as tampas de garrafas?
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
TJDFT oferece estágio a adolescentes em conflito com a lei
Desde esta segunda-feira (13/9), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) recebe 15 adolescentes em conflito com a lei para realizarem estágio de nível médio na instituição. A medida, que é realizada por meio da Secretaria-Geral da Presidência e da Rede Solidária Anjos do Amanhã, visa a colocar em prática um acordo de cooperação assinado entre a 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF e órgãos do Poder Judiciário, além de atender à recomendação nº 25, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O documento do CNJ, datado de 27 de outubro de 2009, recomenda aos tribunais a inserção em estágio de nível fundamental e médio ou prestação de serviços à comunidade, no âmbito dos órgãos jurisdicionais e entidades parceiras, de adolescentes em conflito com a lei ou sob a aplicação de medida de proteção.
Os adolescentes têm idades entre 16 e 21 anos, são integrantes da rede pública de ensino e recebem bolsa-auxílio no valor de R$ 400, mais vale transporte. Durante 20 horas semanais, desempenham atividades direcionadas e supervisionadas, que visem à sua profissionalização.
A triagem e seleção dos adolescentes, bem como seu acompanhamento e orientação, são feitos pela 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, por intermédio do programa Rede Solidária Anjos do Amanhã. Ao programa também caberá indicar o supervisor responsável pelos adolescentes e analisar o relatório de avaliação das atividades por eles desenvolvidas.
Além de promover a cidadania, a iniciativa visa priorizar as políticas de atendimento à infância e juventude, preconizadas pelo artigo 227 da Constituição Federal. Os adolescentes prestarão serviços na Vara de Execução Fiscal do Distrito Federal.
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Feira da Orquídea celebra Primavera com flores vivas e aromáticas
Há poucos dias da estação mais florida do ano, o CasaPark, junto à Sociedade Orquidófila de Brasília (SOB), celebra a chegada da Primavera com a XIII Festa Nacional da Orquídea, entre os dias 17 a 19 de setembro.
Segundo um dos organizadores do evento e presidente da SOB, Gustavo Queiroz, serão mais de cinco mil espécies nacionais e internacionais, que transformarão a praça central do shopping em um espaço colorido, vivo e perfumado. “Entre os destaques da mostra está a Cattleya nobilor, uma das mais belas e perfumadas orquídeas dentre as que vivem nas matas do cerrado do Planalto Central. Como esta é uma boa época de floração para esse tipo de orquidácea, haverá muitos exemplares expostos”, afirma.
A XIII Festa Nacional da Orquídea, que já se tornou tradição na cidade, conta com a participação de dez associações orquidófilas provenientes de Anápolis (GO), Araguari (MG), Catalão (GO), Rio Verde (GO), Goiânia (GO), Iporá (GO), Jataí-(GO), Piracanjuba (GO), Uberlândia (GO) e Pires do Rio (GO), que somam cerca de vinte expositores. “Para a venda, seis produtores de São Paulo e Goiás vão oferecer uma infinidade de tipos de orquídeas a preços que variam de R$ 5,00 a R$ 3.000,00, dependendo da sua raridade”, comenta o organizador.
Aberta ao público em geral, a feira propõe a experiência única de conhecer espécies raras de orquidáceas. Para produtores, colecionadores, estudiosos e admiradores das formosas orquídeas, a SOB oferecerá minicurso gratuito e rápido, ministrado pela engenheira agrônoma Leah Andreoli. “A profissional dará dicas de cultivo para quem deseja começar sua coleção”, informa Gustavo. O evento traz ainda especialistas que informarão de maneira didática e simples como reconhecer uma planta de boa qualidade, seus principais inimigos naturais ou artificiais e métodos de conservá-las e reproduzi-las.
Os visitantes poderão ainda eleger a orquídea mais bonita da exposição. Em um patamar mais profissional, a feira terá uma mostra competitiva. Os juízes são coordenados pela Federação Orquidófila do Cerrado (Focer), que estão habilitados a julgar a planta quanto a alguns quesitos: floração, aparência, saúde fitossanitária, quantidade de flores e qualidade das flores.
A mostra, que aparece como evento obrigatório no calendário turístico de Brasília, nesta edição, atuará também como espaço cultural trazendo O “Recital da Primavera”. Um quarteto de cordas, com direção artística do maestro Daniel Kacowicz, fará uma apresentação especial. “Composições de Vivaldi e Mozart que remetem à ligação com a fauna e flora farão parte do repertório”, conta o maestro.
Serviço
XIII Festa Nacional da Orquídea
Local: Shopping CasaPark
Horário:- Sexta-feira, dia 17, das 10 às 22h. Sendo o início da mostra competitiva a partir das 17h (após o julgamento).- Sábado, dia 18, das 10h às 22h. - Domingo, dia 19, das 12h às 22h
MinicursosMinistrado por Leah AndreoliSábado, dia 18, das 15h às 17hDomingo, dia 19, das 15h às 17h
MinicursosMinistrado por Leah AndreoliSábado, dia 18, das 15h às 17hDomingo, dia 19, das 15h às 17h
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Deficientes visuais descobrem pelo tato como são os animais expostos
As crianças, em meio a animais empalhados do Museu de Taxidermia, puderam tocá-los: sensações nunca antes experimentadas ajudam a formar uma imagem visual Passear pelo Zoológico de Brasília nunca foi tão divertido para um grupo de crianças deficientes visuais. Ontem pela manhã, 16 meninos e meninas entre quatro e 11 anos do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais enfrentaram mais uma prova de coragem. Mesmo com as limitações visuais, eles arriscaram passar a mão em animais como girafas, tartarugas e até em serpentes vivas. Tudo foi feito com a supervisão de monitores experientes do zoo. O Museu de Taxidermia, onde 420 animais estão empalhados, foi o último espaço por onde as crianças passaram e experimentaram emoções nunca antes vividas. No local, os pequenos tocaram uma onça, um jacaré, um lobo-guará e um papagaio, entre outros espécies.
Wesley Lima Dias, 7 anos, era um dos mais animados. Um dia antes da visita, ele demonstrou empolgação, mas na hora de tocar nos bichos ficou receoso. O medo, entretanto, durou poucos minutos: Wesley resolveu se soltar e segurar firmemente um jacaré empalhado. Depois de perceber que ele não podia lhe fazer mal nenhum, o menino não hesitou em passar os dedos entre os dentes afiados do réptil. Wesley perdeu a visão aos cinco anos, por causa de um tumor maligno originário de células da retina chamado retinoblastoma. Morador de Águas Lindas de Goiás, ontem foi a primeira vez que Wesley esteve em um zoológico. Para sua mãe, a dona de casa Ivaneide Batista Dias, 33, a experiência não poderia ser melhor. “Ele estava muito ansioso para pegar na onça, mas quando chegou aqui (no zoológico), ficou com muito medo. Mesmo assim, pegou nela”, contou Ivaneide.
Para o monitor Matheus Reino, 22 anos, o toque nos animais permite a formação de imagens no cérebro das crianças. “Muitos sabem o que é um gato ou um cachorro porque estão sempre convivendo com eles em casa, mas a girafa só dá para saber que é grande. Não dá para tocar”, comparou. “O deficiente visual, quando toca algo, passa do abstrato para o concreto. Passa a ter uma imagem real em sua cabeça”, explicou a professora de atividades do colégio, Cláudia Maria Rodrigues de Souza.
Outra criança que estava sorridente era a pequena Sara de Oliveira Ferreira, 6 anos. Ela contou as patas do lobo-guará. “Um, dois, três, quatro”, enumerou, enquanto tocava cada membro do animal. Adriel de Azevedo, 5 anos, e Gustavo Cotrim de Assis, 4, não desperdiçaram nenhum momento ao lado da onça. Posaram para fotos e acariciaram o felino empalhado da cabeça aos pés. “Ele é peludo”, resumiu Adriel, timidamente. “Queria levar um desses para mim”, disparou outro coleguinha que acariciava um papagaio. Segundo a coordenadora de educação infantil do centro de ensino especial, o passeio teve cunho pedagógico e social. “Para eles é muito importante tocar no animal para poder formar uma imagem visual. Até então, tudo era abstrato. Foi um aprendizado muito grande, com certeza”, destacou.
Projeto ToqueA visitação de adultos e crianças portadores de necessidades especiais ao Zoológico de Brasília ocorre todos os meses. São grupos de 50 a 100 pessoas que circulam livremente pelo espaço onde podem ser vistos animais de várias espécies. O Museu de Taxidermia surgiu há seis anos com o Projeto Toque, elaborado pela direção do zoológico para atender o público deficiente visual. “A gente leva a pessoa para áreas onde o visitante comum não tem acesso. O museu permite transmitir algumas informações sobre animais silvestres a quem tem alguma dificuldade visual”, explicou o diretor do zoológico, Raul Gonzales.
Segundo ele, várias experiências positivas foram verificadas ao longo do projeto. “Eu já fui testemunha de um deficiente visual que pediu para desenhar um tamanduá-bandeira sem tocar no animal. O desenho saiu sem sentido algum. Depois de tocar o tamanduá, ele pediu para desenhar de novo e a imagem saiu completamente diferente da primeira”, contou Gonzales.
Para melhorar ainda mais as condições de visitação, até o fim deste mês, o zoológico ganhará dois grandes mapas em Braille para ajudar a orientar os deficientes visuais. Cada um, ao custo de R$ 1 mil, foi feito de resina por uma empresa especializada de Brasília. Por meio do tato, os deficientes visuais poderão saber onde estão todos os bichos. Um desses mapas ficará logo na entrada e outro, no meio do parque.
Mara Puljiz
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Grupo Corpo encerra na cidade turnê que comemora 35 anos de vida da trupe
O grupo de dança é reconhecido internacionalmente por sua originalidade e suas coreografiasCorria o ano de 1975 quando uma família mineira, junto com amigos igualmente entusiasmados, decidiu criar um grupo de dança. A primeira sede foi o casarão onde o clã vivia, no Bairro da Serra, em Belo Horizonte. Hoje, exatos 35 anos depois, a família Pederneiras se tornou referência no cenário artístico internacional e a companhia que criou, o Grupo Corpo, virou inspiração inconteste para fãs de dança. Para celebrar o aniversário, o grupo decidiu excursionar por São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e encerrar o périplo em Brasília, onde se apresenta, de quinta a domingo, na Sala-Villa Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro.O programa é composto por dois espetáculos: Imã, coreografia que estreou no ano passado, e Lecuona, sucesso de 2004 escolhido por internautas. “Temos um público cativo e fiel. Decidimos ser democráticos e deixar que eles escolhessem”, destacou o coreógrafo e um dos criadores do grupo Rodrigo Pederneiras.
Imã surgiu a partir de um texto do antropólogo Roberto da Matta e propõe uma mistura de luminosidade e leveza. Investindo em formações fugazes, o espetáculo trabalha contrastes, passando do cheio ao vazio, da união à dispersão, da atração à repulsa. A iluminação é um dos pontos mais importantes da construção cênica: potentes refletores de LEDs de sete cores, capazes de reproduzir inúmeras tonalidades foram usados, pela primeira vez, nesta montagem. A trilha sonora foi composta pelo trio +2, formado por Domenico, Kassin e Moreno.
Já Lecuona é o retrato de um amor derramado, feito de ciúme, volúpia, saudade e muito drama. Envergando trajes de gala e vestidos esvoaçantes, os pares circulam por entre cubos luminosos e protagonizam um pas-de-deux com duração de 38 minutos. “Além de ser um espetáculo recente, ainda presente na memória, é uma das peças mais emotivas da nossa trajetória. Muitas pessoas choram”, comenta Pederneiras. A inspiração surgiu das canções de Ernesto Lecuona, considerado um ícone da música cubana. Esse espetáculo, por sinal, marca a exceção que o grupo abriu ao mestre latino. Desde 1992, as trilhas sonoras são especialmente compostas para as coreografias.
Dos ensaios no quintal de casa aos palcos mais refinados do planeta, o grupo criou mais de 30 espetáculos e atravessou momentos variados. No começo, era preciso contar com o empenho dos colaboradores, com destaque para o coreógrafo argentino Oscar Araiz, responsável pelos primeiros passos do Corpo. Quando a família começou a assumir o lado artístico das peças, decidiu investir nos clássicos como trilha sonora. “Afinal, foi isso que ouvi a vida inteira”, afirma Pederneiras.
Mariana Moreira
Correioweb.com.br
Luciana Oliveira apresenta repertório de seu primeiro disco
Cantora faz show de graça na beira da piscina do hotel Royal TulipAs atrações do projeto Encantadoras desta semana são duas cantoras e compositoras brasilienses que atualmente moram em São Paulo e vêm ganhando o mundo com seus discos de estreia. Luciana Oliveira, que, nesta quinta-feira, faz show de graça na beira da piscina do Royal Tulip Brasília Alvorada Hotel, lançou o CD O verde do mar em 2008 e já o levou a países como Portugal, França, Argentina, Uruguai e Japão. Ligiana, que no último ano vem apresentando seu De amor e mar em palcos distantes — de São Paulo a Senegal, de Garanhuns a Bulgária — traz o show do disco pela primeira vez à cidade, na sexta-feira, no Teatro Oi Brasília. “Estou na maior expectativa de cantar pros meus, pro meu cerrado, pra minha cidade. Fico feliz, me sinto acolhida e agradecida”, diz Ligiana.
As duas têm o samba como base de seus trabalhos. Hoje, em seu “luau” à beira da piscina, Luciana receberá Ligiana e o violonista João Ferreira. Na sexta, Ligiana retribuirá o convite, chamando Luciana para dividir uma canção com ela, e o gaitista Pablo Fagundes para tocar Onda. “A terceira participação é surpresíssima”, brinca.
Para Luciana Oliveira, são vitais o cheiro, o barulho da correnteza e a força da água. Como uma Oxum (orixá dos rios e das cachoeiras), ela ocupa a beira do Paranoá para interpretar temas de disco solo, que flertam com samba, afoxé, funk e soul. Será uma noite especial para a intérprete brasiliense radicada em São Paulo. Cheia de saudades da terra, ela canta para espantar o banzo, mas está feliz em conquistar, com propriedade, o lugar que lhe cabe na Pauliceia disputada centímetro a centímetro.
— Às vezes, está calor em São Paulo e sinto uma vontade imensa de fazer uma trilha e depois mergulhar nas piscinas da Água Mineral. Sinto saudades da minha família e dos amigos e tenho um cuidado de não perder a minha ligação com a cidade, afinal acho importante preservar as origens. Por isso, sempre que posso venho a Brasília renovar as energias, conta.
Luciana Oliveira está excitada com a ideia de o show ser de graça, na piscina e com o lago à vista. Ela estará acompanhada de banda formada pelo violonista e guitarrista alagoano Rafa Moraes, pelos paulistanos Jairon Black (baixo) e Nenê (bateria) e pelo pernambucano Maurício Alves (percussão).
Luciana Oliveira está excitada com a ideia de o show ser de graça, na piscina e com o lago à vista. Ela estará acompanhada de banda formada pelo violonista e guitarrista alagoano Rafa Moraes, pelos paulistanos Jairon Black (baixo) e Nenê (bateria) e pelo pernambucano Maurício Alves (percussão).
— Essa mistura de povos se reflete na minha própria formação, pontua.
Há um ano e meio em São Paulo, onde conquista gradativamente espaço e público, Luciana Oliveira já tocou em alguns lugares bem conceituados, como a Casa das Caldeiras e a Sala Crisantempo. No repertório do disco, canções originais e sucessos que dialogam com seu repertório fincado em raízes negras. É bom aproveitar porque a cantora já está aconchegada em Sampa.
— Estou com a minha vida estruturada em São Paulo e gosto da praticidade da cidade, de não depender de carro, por exemplo. Por incrível que pareça, faço muito mais coisas a pé agora. São Paulo me deu uma nova dimensão de como pensar minha carreira e é a cada dia um mundo que se revela aos meus olhos, sintetiza.
Sérgio Maggio
Correioweb.com.br
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Pele artificial para robôs é capaz de sentir pressão
Uma nova "pele" artificial feita de materiais semicondutores flexíveis pode sentir toques, o que torna possível criar robôs com toque delicado o suficiente para segurar um ovo, anunciaram pesquisadores norte-americanos no domingo.
Os cientistas vêm há muito tempo enfrentando problemas para descobrir maneiras de tornar dispositivos robóticos capazes de ajustar o volume de força necessário para segurar e utilizar diferentes objetos. Os materiais sensíveis à pressão foram criados para superar esse desafio,
"Os seres humanos em geral sabem como segurar um ovo sem quebrá-lo", disse Ali Javey, engenheiro elétrico da Universidade da Califórnia em Berkeley, que comandou uma das duas equipes que publicaram as descobertas em artigo para a revista Nature Materials.
"Se você já quis um robô capaz de tirar a mesa, por exemplo, o ideal seria que nós o tornássemos capaz de não quebrar os cálices de vinho. Mas também gostaríamos que ele fosse capaz de segurar uma panela de ferro sem derrubá-la", afirmou Javey em comunicado.
A equipe de Javey descobriu um modo de produzir "nanocabos" ultrafinos, com uma liga de silício e germânio. Os cabos desse material são formados na parte externa de um tambor cilíndrico, e depois transferidos a uma película adesiva que os recebe em padrão uniforme.
As folhas dessa película semicondutora são então revestidas por uma camada de borracha sensível à pressão. Testes do material demonstraram que ele consegue distinguir entre diversas escalas de força, da usada para digitar em um teclado até a usada para segurar um objeto.
Uma segunda equipe liderada por Zhenan Bao, engenheiro químico da Universidade Stanford, na Califórnia, usou uma abordagem diferente, produzindo um material tão sensível que é capaz de detectar uma borboleta pousada sobre ele.
Os sensores de Bao foram produzidos pela produção de camadas alternadas de borracha elástica moldada de forma precisa e posicionadas entre dois eletrodos, em uma estrutura regular composta por pequenas pirâmides.
"Nós moldamos uma espécie de microestrutura que incorpora alguns bolsões de ar", disse Bao em entrevista por telefone. "Por conta dos bolsões de ar, o material retoma a forma original depois de pressionado."
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Entidades lançam campanha sobre uso da cadeirinha
A Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) juntaram forças para aumentar a proteção de bebês e crianças no trânsito. As duas entidades lançam nesta segunda-feira, 13, às 14h30, na sede do Simers (Rua Corte Real, 975 – no 3º andar), em Porto Alegre, a campanha “Cadeirinha: a segurança do seu filho está em suas mãos”. A iniciativa incentivará o comportamento seguro e instruirá os pais de que a melhor atitude é a segurança da cadeirinha ou outros instrumentos de retenção equivalentes.A ação também se estenderá aos profissionais de maternidades públicas e privadas, além de unidades de saúde, para que sejam verdadeiros “veículos” da conscientização dos motoristas. Pesquisas comprovam que o uso dos equipamentos reduz em mais de 70% dos riscos de traumas em acidentes, que são a maior causa de mortes de crianças até 14 anos. No lançamento, que terá presença de representantes da categoria médica e hospitais, serão apresentadas as atividades da campanha. Públicos de todas as faixas de renda serão atingidos pela ação.
Segundo a presidente da Fundação, Diza Gonzaga, a campanha dará um passo além do simples cumprimento da legislação de trânsito que impõe o uso da cadeirinha e já em vigor. “Vamos passar a mensagem de valorização e cuidado da vida num momento em que os pais se preparam para receber seu presente mais especial: os filhos”.
A secretária-geral do Simers e pediatra, Ana Maria Martins, ressalta que a meta é mostrar que a saúde também envolve a segurança dentro dos veículos. “Uma criança só será saudável completamente se ela estiver protegida adequadamente no deslocamento da maternidade até sua casa”, orienta Ana Maria. As duas entidades vão alertar que o transporte dos filhos no carro é tão importante quanto a velocidade do veículo e as condições de ruas, avenidas e estradas.
Dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, reforçam a preocupação com a formação dos pais: hoje uma em cada duas famílias tem carro, e a frota de veículos em circulação no Estado cresceu mais de 30% entre 2007 e 2010. São 5 milhões de automóveis no trânsito. A inserção das classes C e D no mundo do consumo, tornando mais viável a compra do primeiro carro, ajudou a turbinar a frota.
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Exame de sangue pode detectar Alzheimer, diz estudo

Um exame de sangue simples pode ser capaz de diagnosticar o mal de Alzheimer, disseram pesquisadores dos Estados Unidos na segunda-feira, numa descoberta que pode ampliar a detecção da doença.
O mal de Alzheimer, a forma de demência mais comum que existe, afeta pelo menos 26 milhões de pessoas no mundo todo. Não há cura, mas o tratamento paliativo apresenta melhores resultados se for iniciado prematuramente.
Outras equipes já haviam descoberto um diagnóstico precoce a partir do fluido vertebral, o que exige uma punção na coluna, procedimento que pode ser doloroso. Além disso, empresas especializadas em diagnóstico por imagem estão concluindo os testes de novos agentes capazes de tornar as placas (lesões) cerebrais visíveis em tomografias, um recurso disponível apenas em centros especializados.
Um exame de sangue tornaria o diagnóstico muito mais simples, segundo Sid O'Bryant, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Texas Tech, em Lubbock.
"Um exame sanguíneo abre acesso a todos. Qualquer clínica pode fazer isso. Até mesmo enfermeiras de cuidados domésticos podem fazer", disse O'Bryant, cujas conclusões foram publicadas na revista "Archives of Neurology".
A doença atualmente é diagnosticada pelos sintomas, e só pode ser confirmada por exames cerebrais após a morte.
Segundo O'Bryant, tentativas anteriores de fazer diagnósticos do mal de Alzheimer pelo sangue se mostraram falhas.
O novo exame busca mais de cem proteínas e combina isso com informações sobre os pacientes, inclusive se eles são portadores de um gene de risco para o Alzheimer, chamado APOE4. Uma análise informatizada então estabelece o grau de risco do paciente.
"Nossa taxa geral de sucesso em detectar portadores do mal de Alzheimer é de 94%. Mas o acerto total em classificar os que não têm o mal de Alzheimer é de 84%" disse o cientista.
O próximo passo será ver se o teste pode prever quem vai desenvolver o Alzheimer. O teste do fluido vertebral parece ser capaz de fazer isso.
Um outro estudo na mesma publicação, liderado por David Geldmacher, do Sistema de Saúde da Universidade da Virginia, avaliou se o medicamento pioglitazone, usado contra diabetes, pode combater a inflamação que causa a morte de células cerebrais em pacientes com Alzheimer.
Geldmacher alertou que ainda é preciso aprofundar o estudo, e que pesquisas mais amplas com drogas da mesma classe não confirmaram nenhum benefício na terapia do mal de Alzheimer.
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Bailarinos da Sankai Juku apresentam espetáculo inédito no Brasil
A companhia japonesa Sankai Juku retorna ao Brasil e faz curtíssima temporada de Tobari - Como num Fluxo Inesgotável", espetáculo inédito no país, no Teatro Alfa, zona sul de São Paulo, de terça (14) a quinta-feira (16).
No palco, oito bailarinos encenam a coreografia de sete atos de Ushio Amagatsu, bailarino e fundador do grupo, que evoca a passagem do tempo, com música de Takashi Kako, Yas-Kas e Yochiro Yoshikawa, pela Temporada de Dança do Teatro Alfa.
Integrante da segunda geração do movimento butô, o grupo, formado exclusivamente por homens com cabeças raspadas e corpos cobertos de pó branco, busca o equilíbrio entre corpo e mente.
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Festival Sampa Jazz reúne brasileiros com holandeses e marroquinos
De sexta-feira (17) a domingo (19), ocorre a terceira edição do festival Sampa Jazz no Auditório Ibirapuera. O evento reúne artistas da Holanda, Marrocos e Brasil, no mesmo palco.
Na sexta, a banda de jazz holandesa The Ploctones, liderada pelo guitarrista Anton Goudsmit, se apresenta ao lado do convidado especial Rappin' Hood.
No sábado (18), é a vez da Jan Akkerman Band mostrar o novo trabalho do célebre guitarrista holandês (ex-integrante do grupo Focus) que dá nome ao grupo. Os marroquinos do Imourane Quartet se encontram com o Grupo Benjamim Taubkin, formado por Lula Alencar (acordeão e piano), Ari Colares (percussão e voz), Benjamim Taubkin (piano) e João Taubkin (baixo) no domingo (19).
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Estudantes soltam a imaginação durante encontro com poetas na escola
O encontro durou pouco mais de meia hora. O vento amenizava o calor corriqueiro na capital federal na tarde de ontem. Com olhares atentos e sentados no pátio de cimento, 24 alunos da 4ª série da Escola Classe Granja do Torto observaram três poetas de Brasília declamar. Estavam lá Nicolas Behr, Luis Turiba e Amneres Santiago, integrantes do grupo OIPoema, patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC). “Para ser poeta é preciso três coisas. Alguém sabe o quê?”, Nicolas perguntou, logo de cara, para as crianças. “De imaginação”, respondeu uma moça da última fileira. “De rima”, emendou o coleguinha ao lado. “Todas as opções estão corretas, mas faltou o papel”, disse o poeta. “E do lápis”, apressou-se a dizer um outro aluno sentado no canto esquerdo do pátio. Então, para ser poeta, é preciso, na verdade, quatro coisas: imaginação, rima, papel e o lápis. A brincadeira rolou solta.
Durante a visita, as crianças deram gargalhadas, ouviram, tiraram dúvidas e recitaram poemas criados por elas mesmas. A maioria resolveu criar textos em cima do tema mosquito da dengue, doença que tem afetado muitas famílias da região. Maria, 9 anos, levantou-se e deu o recado: “Se deixar água parada, vai se meter em uma cilada”. Júlia Vitória, 10 anos, também estava inspirada, mas deixou o Aedes Aegypti de lado. Romântica, a menina preferiu recitar para os colegas um breve trecho que escreveu há dois meses, enquanto estava em casa: “Gosto da lua, gosto do luar, gosto de você em primeiro lugar”.
O motivo da visita foi a vontade dos poetas de disseminar o gosto pela leitura. O grupo OIPoema tem passado por várias escolas públicas do Distrito Federal e aumentado o acervo das bibliotecas com livros que muitas vezes ficam engavetados na Secretaria de Cultura. Também fazem parte do projeto Angélica Torres Lima, Cristiane Sobral e Bic Prado, além do designer Luis Eduardo Resende. Todos eles adotaram uma escola das regiões administrativas de Planaltina, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Itapoã, Park Way e Varjão. Em 31 de agosto, Luis Turiba adotou a Escola Classe da Vila Buritis, em Planaltina, onde conheceu a sala de leitura das crianças. Ele levou livros próprios e de outros autores para enriquecer a biblioteca do colégio.
Autoestima
Para o poeta, historiador e escritor Nicolas Behr, a poesia significa uma semente plantada no coração dos pequenos. “Talvez um dia algum deles vire um escritor. A poesia melhora a autoestima e a arte educa. Formar leitores é fundamental para a educação no nosso país”, defendeu o autor de inúmeros livros que revelam Brasília como musa inspiradora para a criação de seus poemas. Para Amneres Santiago, o incentivo à leitura significa ainda proporcionar o exercício da cidadania. “As crianças têm sede de contato com a arte, mas ainda faltam experiências que ajudem a complementar a educação básica”, acredita.
A Escola Classe Granja do Torto foi o quarto estabelecimento de ensino visitado pelos poetas. Segundo a diretora Danielle Vieira Salles, a presença dos poetas desperta nos alunos um interesse maior pelos livros. “É muito importante quando eles têm oportunidade de viver experiências desse tipo. As crianças costumam ler obras de vários escritores, mas dificilmente têm contato com eles. Quando elas souberam que os poetas viriam para a escola, ficaram muito ansiosas”, ressaltou. E a curiosidade das crianças fez o tempo passar despercebido. Os 30 minutos de poesia trouxeram sorrisos e a vontade de um dia se tornar um escritor famoso para colocar no papel todas as coisas que trazem inspiração. A despedida foi com a música O voo da juriti(1), de Aldo Justo e Paulo Tovar. No pátio, as crianças ficaram de pé e cantaram com o coração e com as mãos erguidas, de braços abertos para dar asas à imaginação. Que surjam daí os escritores do futuro.
Mara Puljiz
Correiobraziliense.com.br
Empresa italiana vai construir três parques eólicos na Bahia

O Enel Green Power, grupo da empresa de energia elétrica italiana Enel, venceu leilão para a construção de três parques eólicos para gerar um total de 90 megawatts na Bahia, informou nesta sexta-feira (3) em nota a companhia.
Com uma capacidade instalada de 30 MW cada um, Cristal, Primavera e São Judas, como se chamarão estes três parques, serão capazes de gerar mais de 390 mil MWh anuais, o que é igual ao consumo de aproximadamente 245 mil lares brasileiros e evitar a emissão de cerca de 270 mil toneladas de CO2 na atmosfera, acrescenta o Enel.
Os parques eólicos serão construídos na Bahia e, devido a sua situação semiárida, aproveitará os incentivos dirigidos ao desenvolvimento da infraestrutura, acrescentou a empresa.
Segundo a elétrica, os três parques eólicos começarão a operar na segunda metade do ano de 2013.
O Enel também adquiriu o direito a assinar um contrato de 20 anos para vender a eletricidade gerada das três fábricas através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica a um preço indexado a 100% da inflação brasileira.
"Este resultado é muito importante para nós, dadas as excelentes qualidades de nossos projetos em termos de produtividade, competitividade de custo e retorno sobre investimento," disse Francesco Starace, Presidente do Enel Green Power.
"Além disso, estamos reforçando nossa presença no Brasil, [...] expandindo também nossa atividade na geração de energia. O Brasil é um grande mercado com recursos renováveis abundantes, e com uma demanda de energia que reflete uma economia em contínuo desenvolvimento", acrescenta Starace.
DA EFE, EM ROMA
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Estamos de volta!
Caros leitores, desculpem-nos pela ausência de notícias na última semana, mas estávamos de (merecidas) férias.
Hoje retomamos o ritmo normal.
Obrigados pela sua visita.
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